A XP Investimentos divulgou a Prévia de Resultados do quarto trimestre do agronegócio, junto com a atualização das estimativas para as empresas SLC Agrícola (SLCE3) e BrasilAgro (AGRO3). Com o recorde na safra de soja, a expectativa da instituição é de resultados mistos para o mercado e, em especial, para ambas as companhias.
Tanto a SLC quando a BrasilAgro tiveram suas recomendações mantidas em neutra. O preço-alvo para final de 2026 da SLC foi reduzido, de R$ 18,6 para R$ 16,4. Para a BrasilAgro, o preço-alvo foi R$ 22,5.
Durante a tarde de hoje, por volta das 14h54, a SLCE3 subia 1,33%, a R$ 16,03. Pesando o outro lado da gangorra, a AGRO3 caia 0,84%, a R$ 21,25.
O recorde de safra de soja no Brasil foi recebido de maneira mista no mercado. Por um lado, de acordo com os analistas, o impacto foi positivo para ambas as empresas, com perspectivas de produtividade maiores que o esperado.
Pelo lado negativo, a alta safra no Brasil, combinada com os estoques dos Estados Unidos revisados para cima, reforçam a visão da instituição de um mercado guiado por excesso de oferta no curto prazo (ou supply-driven bear market).
Com a safra forte e sem uma virada de ciclo no horizonte, a XP estima que a ação da SLC fique sem catalisadores. A projeção da instituição é de uma receita líquida estável e queda da margem bruta para a companhia. Os preços do milho devem compensar por uma soja e algodão mais fracos.
Para a BrasilAgro, a projeção para o negócio agrícola é um pouco melhor, com bons resultados após um ano marcado por desafios, como as condições climáticas que afetaram a produtividade.
Ainda assim, para o negócio imobiliário rural, a XP espera que o cenário atual da companhia seja mais voltado para aquisições e não para novas vendas, rebaixando o Valuation.
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