A semana começa com os mercados globais atentos a uma agenda carregada de eventos que podem ditar o rumo dos ativos nos próximos dias. No radar dos investidores, o foco se volta para o cenário econômico dos Estados Unidos, com a divulgação de importantes indicadores, como as encomendas de bens duráveis e dados do Produto Interno Bruto (PIB). O conflito entre Israel e Irã ganha novos contornos com envolvimento direto dos EUA e o assunto também entra no radar dos investidores.
Além disso, o depoimento do presidente do Federal Reserve, Jerome Powell, ao Congresso americano promete trazer pistas sobre os próximos passos da política monetária do país, o que deve impactar diretamente o apetite por risco e a movimentação dos índices acionários e do dólar.
No Brasil, a expectativa gira em torno da divulgação da ata do Comitê de Política Monetária (Copom), que poderá esclarecer o tom da autoridade monetária após a manutenção da Selic no último encontro. A combinação desses fatores — ambiente externo sensível ao posicionamento do Fed e cenário local atento ao Banco Central — tende a trazer volatilidade ao Ibovespa e ao dólar futuro.
Em meio a esse contexto, os investidores monitoram com cautela os principais suportes e resistências nos gráficos do Ibovespa, dólar futuro, Nasdaq, S&P 500 e Bitcoin, buscando identificar possíveis oportunidades ou sinais de alerta para os próximos pregões.
A seguir, veja a análise gráfica atualizada de cada um desses ativos e os pontos relevantes de suporte e resistência que podem direcionar o movimento dos preços nos próximos dias.
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Análise técnica do Ibovespa
O Ibovespa encerrou a última semana em movimento de correção no curto prazo, após renovar recentemente seu topo histórico na faixa dos 140.381 pontos. Apesar do viés altista ao longo de 2025, o índice fechou a semana em queda e passou a testar uma LTA (linha de tendência de alta) do canal de alta. O fechamento ocorreu abaixo das médias móveis de 9 e 21 períodos, o que reforça a necessidade de atenção para os próximos movimentos.
No curto prazo, pelo gráfico diário, o suporte imediato está na faixa dos 136.140/136.000 pontos, a perda desta região poderá sinalizar uma reversão de tendência, com projeção de alvos em 132.990 pontos e, em um cenário mais negativo, até 129.770 pontos, onde está posicionada a média móvel de 200 períodos.
No entanto, para o Ibovespa retomar o movimento de alta, será fundamental o rompimento da resistência entre 139.420/140.381 pontos. Caso isso ocorra, os alvos projetados ficam em 142.780 pontos, com extensão possível até os 144.800 pontos.

Análise técnica do Dólar
O dólar futuro segue pressionado pela tendência de baixa que se consolidou desde o final de 2024, quando o ativo encontrou resistência na região dos 6.557 pontos. Desde então, o movimento descendente renovou sucessivas mínimas ao longo de 2025, sendo a mais recente nos 5.480 pontos, o menor nível do ano.
Em junho, o contrato acumula queda de 4,19%, enquanto no acumulado de 2025 o recuo já chega a 13,62%. No curto prazo, o dólar futuro fechou a última sessão em leve alta de 0,56%, cotado a 5.527 pontos. O ativo segue negociando abaixo das médias móveis, o que reforça o viés de baixa. A perda da mínima do ano tende a acelerar esse movimento.
Para que o movimento de baixa se intensifique, será necessário o rompimento da mínima anual nos 5.480 pontos, abrindo caminho para alvos na região dos 5.411,50 e, mais abaixo, entre 5.327,50/5.269 pontos.
Por outro lado, para uma retomada das altas no curto prazo, o primeiro desafio será superar a faixa dos 5.527/5.543 pontos; vencida essa resistência, o ativo poderá buscar os 5.611,50/5.631 pontos, com um alvo mais longo na região dos 5.676 pontos.

Confira a análise dos minicontratos:
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Análise técnica da Nasdaq
A Nasdaq vem mostrando sinais claros de recuperação no curto prazo, após ter atingido a mínima do ano em 16.542 pontos, onde a entrada de força compradora mudou o viés de mercado. Desde então, o índice voltou a negociar acima dos 20.000 pontos e já acumula alta de 1,34% em junho, além de valorização de 2,92% no ano. O último fechamento ocorreu em 21.626 pontos, reforçando esse movimento de retomada após as quedas mais acentuadas.
No curto prazo, apesar da recuperação, o índice passa por leve correção, já são três sessões consecutivas de fechamento negativo, o que sinaliza a atuação da ponta vendedora, mesmo com o ativo mantendo-se acima das médias móveis.
Para retomar o movimento de alta, será essencial o rompimento da faixa dos 21.945/22.041 pontos, o que abriria caminho para o teste da resistência no 22.222 pontos (topo histórico). Caso esse nível seja superado, os alvos projetados ficam na região dos 22.625 pontos e mais acima, entre 23.000/23.120 pontos.
Por outro lado, para dar sequência ao fluxo vendedor iniciado na última semana, o índice precisará perder o suporte em 21.460 pontos. Abaixo disso, os próximos suportes estão nos 20.942/20.782 pontos, com possíveis extensões até 20.300 pontos e, em um cenário mais negativo, 19.150 pontos.

Análise técnica do S&P 500
O S&P 500 vem apresentando movimento de recuperação no curto prazo, após atingir a mínima do ano nos 4.835 pontos, nível que atraiu força compradora e mudou o viés de curto prazo do índice. Desde então, o S&P 500 acumula alta de 0,95% no mês de junho e eleva seus ganhos no ano para 1,47%.
No gráfico diário, o índice passou por um período de reação compradora, mas na última semana voltou a formar um movimento de baixa e agora negocia entre as médias móveis de 9 e 21 períodos.
Para que o S&P 500 retome o fluxo de alta, será necessário superar a região dos 6.059 pontos; vencida essa resistência, o índice poderá buscar os 6.147 pontos (máxima histórica), com alvos projetados em 6.195 pontos e na faixa dos 6.300/6.308 pontos.
Por outro lado, para dar continuidade ao fluxo vendedor da última semana, o índice precisará romper o suporte em 5.963/5.843 pontos. A perda dessa faixa poderá levar o S&P 500 a testar os suportes em 5.767/5.720 pontos, com possibilidade de extensão até 5.580/5.500 pontos, caso o movimento de baixa ganhe força.

Confira nossas análises:
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Análise do Bitcoin
O Bitcoin vem passando por um momento de correção no curto prazo, após ter alcançado o topo histórico em US$111.917 e, em seguida, formado um topo ligeiramente mais baixo, o que sinaliza pressão vendedora na região. No acumulado de 2025, o ativo ainda registra alta de 8,28%, mas nas últimas semanas tem mostrado um viés de baixa.
No gráfico diário, o ativo está em uma zona de definição. Para retomar o movimento de alta, será necessário superar a faixa dos US$107.030/US$110.26, o rompimento desse nível abriria espaço para teste do topo histórico em US$111.917 e, em caso de superação, os alvos projetados ficam entre US$112.540/US$115.180.
Por outro lado, para que o movimento de baixa se consolide, o Bitcoin precisará romper o suporte em US$100.424, o que confirmaria a formação de um topo duplo e poderia levar o ativo a buscar os US$92.950/US$91.590, com um alvo mais longo na região dos US$88.720, ampliando o fôlego das vendas.

IFR (14) – Ibovespa
O IFR (Índice de Força Relativa), é um dos indicadores mais populares da análise técnica. Medido de 0 a 100, costuma-se usar o período de 14. Leitura abaixo ou próxima de 30 indica sobrevenda e possíveis oportunidades de compra, enquanto acima ou próxima de 70 sugere sobrecompra e chance de correção. Além disso, o IFR permite a aplicação de técnicas como suportes, resistências, divergências e figuras gráficas. A partir disso, segue as cinco ações mais sobrecomprados e sobrevendidos do Ibovespa:

(Rodrigo Paz é analista técnico)
Guias de análise técnica:
- O que é uma linha de tendência na análise gráfica?
- O que são médias móveis e como usá-la para estratégia de Trade
- Bandas de Bollinger: como usar e interpretar?
Confira mais conteúdos sobre análise técnica no IM Trader. Diariamente, o InfoMoney publica o que esperar dos minicontratos de dólar e índice.
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