Em um trimestre marcado por forte desempenho operacional, mas prejuízo financeiro por baixas contábeis, a Vale (VALE3) viu sua subsidiária de metais básicos (a Vale Base Metals) como protagonista, mais uma vez, para analistas.
“Cobre é um mineral de transição energética e a Vale está muito comprometida em crescer na frente”, disse o CEO Gustavo Pimenta, citando também a importância do minério de ferro para o futuro da companhia e da transição energética.
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Ebitda ficou acima do esperado beneficiado por maiores volumes de vendas e preços de cobre e minério de ferro, além de receitas de subprodutos e melhorias operacionais
Para o Bradesco BBI, tanto o cobre quanto o níquel estão bem posicionados para continuar entregando maior produção e melhor performance de custos nos próximos anos. Nas últimas orientações (guidances, em inglês) fornecidas pela mineradora, os custos all-in foram reduzidos para US$ 1.000 a US$ 1,500/tonelada para o cobre.
O valor foi reduzido em outubro e mantido na projeção de 2026, embora no trimestre o custo tenha ficado negativo, em US$ -900 a tonelada.
“Em cobre, as iniciativas de crescimento avançam dentro do cronograma, com novos relatórios técnicos de alguns projetos esperados até o 1T26, enquanto Bacaba segue no caminho para entrar em operação no 1S28”, afirmou o BBI sobre o resultado divulgado na noite de ontem e a teleconferência para analistas, nesta sexta-feira.
O Bank of America (BofA) comentou sobre a alta nas vendas do cobre, em 18,8% na comparação trimestral, assim como o avanço no níquel (+15,6% t/t), acima das projeções da casa.
“Os maiores volumes de metais básicos, combinados com preços de cobre ligeiramente melhores que o esperado, levaram a uma receita de US$ 2.691 milhões (+35% t/t; +36% a/a), acima de nossas estimativas. Melhores resultados operacionais e menores custos impulsionaram o lucro antes de juros, impostos, depreciações e amortizações (Ebitda, na sigla em inglês) de metais básicos para US$ 1.393 milhões (+103% t/t; +157% a/a), acima do estimado pelo BofA”, afirmaram.
IPO da Vale Base Metals? Ainda não
Com os metais básicos no centro do crescimento da Vale e na criação de valor, como mencionado pelo CEO, perguntas sobre mais investimento da VBM através de abertura de capital voltaram a acontecer. Embora não esteja fora da mesa de Pimenta, a possibilidade não é prioridade atualmente.
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“Vamos avaliar IPO da VBM em outro momento, mas vamos gerar valor se conseguirmos trazer e dobrar a capacidade de cobre da Vale”, afirmou o CEO. Se, em algum momento, o movimento for necessário, é possível que a mineradora pense no assunto, mas não agora.
“O crescimento orgânico não necessita que vá no mercado para buscar recurso”, disse CFO da Vale, Marcelo Bacci. “Não existe um problema a ser resolvido agora”, complementa.
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