TIM (TIMS3): resultados do 4º trimestre surpreendem e ações saltam quase 8%

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 A TIM (TIMS3) viu suas ações se destacarem entre as maiores altas do Ibovespa após os resultados do quarto trimestre. Os papéis TIMS3 tiveram ganhos de 7,85%, a R$ 28,03, nesta quarta-feira (11).

A tele teve lucro líquido normalizado de R$ 1,35 bilhão no quarto trimestre, 28% maior que o obtido um ano antes e acima do esperado pela média do mercado, segundo dados divulgados nesta terça-feira.

O lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda) normalizado foi de R$ 3,67 bilhões, 9,7% acima do quarto trimestre de 2024. Analistas, em média, esperavam lucro líquido de R$1,2 bilhão para a TIM no quarto trimestre do ano passado, com Ebitda de R$3,6 bilhões, segundo dados da LSEG.

O Bradesco BBI aponta que a TIM superou as suas estimativas e as do consenso, com lucro líquido 18,5% acima do consenso. Do ponto de vista da qualidade, considera as tendências operacionais bastante robustas em todos os aspectos.

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“Destacamos que a receita de serviços móveis gerada por clientes expandiu 6,3% em relação ao ano anterior, mantendo o forte ritmo do trimestre anterior e superando a inflação em cerca de 2 pontos percentuais. Além disso, o Ebitda cresceu 9,7% em relação ao ano anterior, impulsionado pelo sólido desempenho em diversas linhas de custos e despesas importantes”, aponta.

O Ebitda-AL expandiu 12,3% em relação ao ano anterior, com o crescimento das despesas com arrendamento desacelerando para apenas 0,9% em relação ao ano anterior. O Capex ficou 5,7% acima da nossa estimativa; no entanto, o Ebitda-AL menos o Capex ainda superou nossa estimativa em 3,8%.

“Em nossa opinião, os resultados do 4º trimestre reforçam nossa visão positiva sobre o negócio de telefonia móvel e provavelmente contribuirão para uma leve revisão para cima nas estimativas de consenso. Mantemos a recomendação de compra para as ações da TIM”, avalia.

O BTG Pactual ressalta que a companhia apresentou resultados sólidos no quarto trimestre, encerrando um ano de forte desempenho operacional. “Em um ambiente competitivo saudável, o setor deve sustentar crescimento de receita próximo à inflação, expansão de margens, capex estável e crescimento consistente do fluxo de caixa e dividendos”, avalia.

Bernardo Viero, analista da Suno Research, aponta que, mais uma vez, a migração nítida de clientes pré para pós-pago impulsionou a receita pelo diferencial na cobrança média mensal (R$ 15 versus R$ 43), ao mesmo tempo em que essa mudança no mix de modalidade de consumo não gera custos e investimentos adicionais. Assim, um crescimento relativamente pequeno na receita gerou uma expansão de quase 10% no Ebitda, bem como de 28% no lucro.

Pós-pago ainda é cerca de 53% do mix de clientes no móvel, então essa migração positiva ainda tem muito espaço para seguir melhorando os números (Vivo já tem quase 70% em pós e segue conseguindo migrar os clientes para essa linha).

Ao mesmo tempo, fibra escalou bem e cresceu 12% no ano em clientes FTTH, aos poucos passando a se tornar outra avenida a contribuir com os resultados, uma vez que a cia já tem acesso às casas passadas, “só” precisando seguir captando os clientes para melhorar essa penetração.

“Projetamos R$ 4,5 bilhões em dividendos no ano, um dividend yield próximo de 7% nos preços atuais”, aponta o analista da Suno.

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