O Tribunal de Contas da União (TCU) decidiu, por unanimidade, arquivar o processo que contestava a indicação de Otto Lobo para a presidência da Comissão de Valores Mobiliários (CVM).
O caso foi aberto após uma manifestação uma representação do Ministério Público junto ao TCU. A procuradoria apontou que a indicação do presidente Luiz Inácio Lula da Silva à presidência da CVM seguia padrões políticos, e não técnicos.
O relator do processo, ministro Bruno Dantas, seguiu o parecer da unidade técnica do Tribunal de Contas, que recomendou pelo arquivamento.
Lula enviou a indicação de Lobo ao Senado em janeiro deste ano. A escolha foi vista pelo mercado financeiro como uma indicação política para um órgão até então blindado de ingerências e ele também enfrenta resistências do corpo técnico da autarquia.
O presidente do Senado, Davi Alcolumbre, ainda não deu previsão de quando o nome será sabatinado na Comissão de Assuntos Econômicos. Inicialmente a indicação foi atribuída a um pedido de Alcolumbre, que negou o apoio para senadores aliados.
O trâmite prevê que Lobo seja sabatinado pela Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) do Senado e depois passe por uma votação no plenário da Casa. Mas a expectativa é que haja demora para marcar a sabatina, já que os senadores não participaram da escolha.
A decisão do presidente representou uma derrota para o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, que havia se colocado nas discussões internas contra a indicação.
Nos bastidores, assessores do presidente dizem que a indicação teve apoio do empresário Joesley Batista, um dos controladores do Grupo J&F. A empresa negou que Joesley tenha feito a indicação. Pessoas próximas aos controladores da J&F dizem que a vinculação de Joesley a Otto é uma tentativa de aliados de Haddad de justificarem o fato de o preferido do ministro da Fazenda, o advogado Ferdinando Lunardi, não ter sido o escolhido.
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