Suzano salta 13% e Klabin sobe 6% após dados do 4T: como mercado viu balanços?

Bobinas de papel da Suzano Papel e Celulose

Os balanços do quarto trimestre colocaram as fabricantes de papel e celulose Suzano (SUZB3) e Klabin (KLBN11) em lados distintos da mesa dos analistas, com a primeira recebendo elogios por volumes fortes, custos mais baixos, geração robusta de caixa e novo programa de recompra, enquanto a segunda apresentou números considerados neutros por parte do mercado, com pressão sobre a divisão de celulose e fluxo de caixa livre negativo, apesar do bom desempenho em papel e embalagens.

Neste sentido, a sessão foi de forte alta para a Suzano, com as ações saltando 13,32%, a R$ 57,93, enquanto os papéis de Klabin tiveram ganhos em um dia de ânimo geral, fechando com ganhos de 6%, a R$ 21,02.

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O Bradesco BBI avalia que os investidores reagiriam positivamente ao conjunto de resultados reportado pela Suzano, que inclui vendas e preços de celulose acima do esperado, custos em mínimas de vários anos, forte geração de caixa livre e o anúncio de um programa de recompra equivalente a 6,5% das ações em circulação.

O BBI reiterou recomendação de compra para as ações da Suzano, que agora oferecem uma das mais convincentes assimetrias de risco-retorno em seu universo de cobertura, com o avanço positivo do preço da celulose esperado para sustentar os lucros nos próximos trimestres. O banco vê a ação sendo negociada com um convincente rendimento de 13% o FCF (fluxo de caixa livre) estimado em 2026.

Para XP Investimentos, a Suzano obteve resultados sólidos, com volumes superando tanto em celulose quanto em papel. Além disso, a instituição financeira vê a manutenção da capacidade reduzida pela empresa este ano refletindo sua abordagem orientada para retorno em condições de mercado subótimas, enquanto o renovado programa de recompra reforça a visão da administração de que as ações continuam subvalorizadas.

Apesar do momentum mais brando para a precificação de celulose (refletindo o aumento da capacidade integrada na China), a XP continua a observar uma assimetria positiva do ponto de vista da avaliação, com os rendimentos do FCF como atraentes mesmo sob pressupostos conservadores.

Segundo o Itaú BBA, o resultado acima das estimativas deveu-se principalmente a um desempenho melhor do que o esperado na receita da divisão de celulose, impulsionado tanto pelo aumento das remessas quanto pelos preços realizados da celulose. A geração de fluxo de caixa livre operacional foi forte, em R$ 3,4 bilhõe, levando a uma redução da alavancagem para 3,2 vezes. O BBA manteve recomendação de compra e preço-alvo de R$ 58.

O BTG, por sua vez, destaca que a Suzano reportou resultados acima das suas expectativas, impulsionados por maiores volumes de vendas de celulose e papel, parcialmente compensados por custos de vendas, gerais e administrativos mais elevados. A geração de fluxo de caixa atingiu R$ 2,3 bilhões, equivalente a um yield anualizado de 15%, apoiada por capex menor e liberação de capital de giro. 

O BTG mantém recomendação de compra, com preço-alvo de R$ 62.

O Goldman Sachs destacou que o trimestre foi operacionalmente sólido, com volumes elevados, apoiados pela aceleração da planta de Cerrado e por uma estratégia comercial mais agressiva, além de melhora de custos, embora abaixo do esperado. O banco manteve recomendação de compra e preço-alvo de R$ 55.

A equipe do JPMorgan acredita que as estimativas de Ebitda do mercado devem ser revisadas para cima diante do forte desempenho da fabricante de papel e celulose. O JPMorgan reiterou recomendação de compra e preço-alvo de R$ 77,50.

Klabin (KLBN11)

Embora o EBITDA tenha superado as expectativas, o Bradesco BBI disse entender que isso se deveu em grande parte às vendas de madeira em pé, que foram mais fortes do que o esperado. No geral, as tendências no 4T25 foram mistas. O segmento de caixas de papelão ondulado mostrou sinais iniciais de moderação após vários trimestres de desempenho muito sólido, enquanto a dinâmica de custos permaneceu desafiadora, apesar da contribuição das vendas de madeira em pé, e a visibilidade sobre o desempenho dos painéis revestidos para 2026 é limitada.

Embora mantenha recomendação de compra para as ações da Klabin, com preço-alvo de R$ 24, o BBI continua preferindo a exposição ao setor por meio da Suzano.

O JPMorgan avaliou que os resultados ficaram, em geral, em linha com suas estimativas e com o consenso, com o desempenho de Papel e Embalagens compensando a fraqueza da área de Celulose, em uma leitura neutra.

Segundo o JPMorgan, a geração de caixa livre foi negativa em R$ 652 milhões, principalmente por resultados operacionais mais fracos, aumento dos investimentos e consumo de capital de giro. O banco manteve classificação de compra e preço-alvo de R$ 29.

O Itaú BBA classificou o resultado como negativo, uma vez que a Klabin reportou um EBITDA ajustado 3% abaixo das estimativas. “A pequena diferença em relação à nossa estimativa deveu-se principalmente a preços de celulose mais baixos do que o esperado e a um desempenho de custos pior do que o previsto na divisão de papel e embalagens”, comentam analistas.

A geração de fluxo de caixa livre, por sua vez, foi negativa, mas isso foi compensado pelos R$ 1,25 bilhão recebidos de transações florestais, resultando em um índice de alavancagem sequencialmente estável em 3,3 vezes.

O BBA manteve recomendação de compra e preço-alvo de R$ 21.

O Morgan Stanley destaca que o lucro por unit, de R$ 0,07, ficou abaixo da projeção de consenso de R$ 0,14, mas acima da estimativa média de R$ 0,06. Em relação ao seu modelo, o Morgan Stanley destacou que a melhora do resultado operacional, os ganhos cambiais e monetários, além de uma alíquota efetiva de imposto menor, de 17% contra 30% do consenso, mais do que compensaram, em parte, despesas financeiras substancialmente mais elevadas.

O Morgan reiterou recomendação de compra e preço-alvo de R$ 23.

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