A Suno Asset concluiu a 4ª oferta do Suno Energias Limpas (SNEL11), fundo imobiliário focado em usinas fotovoltaicas no modelo de Geração Distribuída (GD), com captação superior a R$ 620 milhões.
Com a operação, o valor de mercado do fundo alcança aproximadamente R$ 950 milhões, fazendo o SNEL11 ser o maior FII listado da B3 dedicado a ativos de energia.
O diferencial da oferta está no desenho da captação, que combinou recursos financeiros de investidores institucionais com aportes realizados por vendedores de ativos interessados em manter exposição ao setor após a alienação das usinas.
Na prática, o antigo proprietário vende o ativo ao fundo e compensa parte do valor por meio de cotas na própria oferta. “O modelo aproveita uma regulação bem testada em outros fundos e se mostra especialmente eficiente quando há múltiplas partes envolvidas, como pessoas físicas, empresas operacionais e holdings familiares”, afirma Vitor Duarte, diretor de investimentos da Suno Asset.
“A maior vantagem para o fundo é comprar ativos sem risco de performance ou vacância, sem curva J, ou seja, com geração de receita desde o primeiro dia”, acrescenta.
Segundo o executivo, as aquisições em andamento têm sido negociadas a valores inferiores aos praticados pelo fundo no mercado secundário, o que permite crescer gerando valor ao cotista, sem diluição. Uma vez concluídas as transações, o SNEL11 passa a deter 100% do controle das usinas, enquanto os antigos proprietários mantêm apenas obrigações contratuais típicas de operações de M&A.
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Expansão e diversificação geográfica
Com os novos recursos, o SNEL11 pretende adquirir cerca de 110 MWp (MegaWatt-pico) em usinas fotovoltaicas distribuídas por oito estados e o Distrito Federal, incluindo novas praças estratégicas como Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Bahia e Paraná.
A alocação será direcionada majoritariamente a usinas prontas e operacionais, com eventuais aplicações temporárias em ativos de liquidez enquanto as transações são concluídas.
Mais de 85% dos projetos mapeados já estão em operação; os demais contam com Renda Mínima Garantida (RMG), assegurando fluxo de caixa. O estudo de viabilidade do prospecto aponta TIR real em patamar de dois dígitos, estimada em 14% ao ano, acrescida da inflação do setor energético.
Para Duarte, a estratégia do SNEL11 se mostra anticíclica no atual cenário de juros elevados, que pressiona segmentos imobiliários mais dependentes de financiamento. “Investimos em ativos prontos, com geração de caixa imediata e menor exposição ao crédito. Caso a taxa de juros comece a cair a partir de 2026, o fundo tende a se beneficiar com maior demanda pelas cotas e valorização”, afirma.
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