A segurança é a principal preocupação dos brasileiros em relação às cidades onde vivem, segundo pesquisa realizada pela DataZAP entre fevereiro e março de 2025. O levantamento, feito com 971 pessoas, apontou que 55% consideram a violência urbana o maior desafio local — à frente de problemas como o tráfego intenso, citado por 52% dos entrevistados.
Outros fatores que afetam diretamente a qualidade de vida nas cidades incluem infraestrutura precária, crescimento da população em situação de rua e desigualdade social.
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O que importa na hora de escolher onde morar
Apesar dos desafios, a pesquisa mostra que os brasileiros têm critérios bem definidos na hora de escolher uma moradia. Para 52% dos entrevistados, o acesso a comércios e serviços é o fator mais importante. Lazer e entretenimento também pesam na decisão, sendo prioridade para 45% dos participantes, seguidos por aspectos como gastronomia e diversidade de estabelecimentos.
A proximidade entre residência e trabalho também influencia a escolha: 43% dos respondentes trabalham presencialmente todos os dias e 23% atuam em regime híbrido. Mesmo assim, mais da metade trabalha em bairros diferentes de onde moram — ainda que dentro da mesma cidade. Apenas 26% vivem e trabalham no mesmo bairro.
Custo de vida pesa mais no orçamento
O custo de vida segue como um ponto crítico. Para 56% dos entrevistados, ele é alto ou muito alto, levando em conta despesas com alimentação, moradia, transporte, saúde e educação. Outros 41% consideram os gastos como razoáveis.
Essa percepção tem ganhado força com a elevação de preços em diversos setores. A inflação de abril foi de 0,43%, segundo o IBGE, abaixo dos 0,56% registrados em março. No entanto, alimentos (+0,82%) e saúde (+1,18%) continuam pressionando o bolso das famílias.
No setor habitacional, o cenário também é desafiador. As novas regras de financiamento da Caixa Econômica Federal elevaram os custos para aquisição de imóveis. Além disso, a alta da taxa Selic e a retração da poupança têm limitado o acesso ao crédito, tornando mais difícil para as famílias arcarem com novos financiamentos.
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