Rui Costa evita comentar saída de Toffoli e diz ser “prematuro” falar sobre Master

Ministro da Casa Civil Rui Costa

O ministro da Casa Civil, Rui Costa (PT), evitou comentar a saída do ministro do Supremo Tribunal Federal, Dias Toffoli, da relatoria do caso do Banco Master. Para o chefe da pasta, é “prematuro” fazer especulações sobre o tema.

“Não quero especular. Não gosto de fazer pré-julgamento de ninguém. Acho leviano ficar prejulgando as pessoas. A Polícia Federal tem liberdade, o Ministério Público tem liberdade para avaliar”, afirmou. “Quando as provas aparecerem, todos terão o direito constitucional e legal de se defender. […] Acho prematuro. É preciso deixar as coisas andarem, não gosto de prejulgar ninguém”, concluiu, em conversa com jornalistas durante a abertura do Carnaval de Salvador.

Toffoli foi retirado da relatoria do caso que investiga o Banco Master na noite desta quinta-feira (5). Segundo o registro oficial, o próprio magistrado solicitou a redistribuição do processo a outro integrante do tribunal, citando “os altos interesses institucionais”.

Com a saída, o caso foi atribuído ao ministro André Mendonça por sorteio. A decisão do ministro ocorreu no mesmo dia em que os membros do STF se reuniriam, por iniciativa do presidente da Corte, Edson Fachin, para discutir o pedido de suspeição apresentado pela Polícia Federal contra Toffoli.

Envolvimento do PT no caso

Rui Costa também foi questionado pelos jornalistas sobre possíveis ligações de membros do PT da Bahia com Augusto Lima, um dos sócios envolvidos no escândalo. Em resposta, o chefe da Casa Civil admitiu que fez negócios com o empresário enquanto era governador do estado, em uma operação que envolveu a venda da estatal Ebal, por meio de processo licitatório.

“Eu vendi um supermercado que estava falido. Vocês acompanharam. Tentei vender três vezes e só consegui na terceira. Era um mercado que acumulava quase R$ 200 milhões de prejuízo anual, arcado pelo povo das baixadas, das periferias e das favelas”, justificou.

Em 2018, enquanto governador da Bahia, Costa também incluiu o CredCesta, que opera com exclusividade o cartão de crédito consignado para servidores do estado, no terceiro leilão da Ebal. Com o CredCesta, a compra foi concluída por Lima.

Ao sair do Banco Master em 2023, Lima levou consigo o ativo incluído no leilão promovido pela gestão de Rui Costa. Sobre o tema, o ministro argumentou que a operação foi justamente o que viabilizou a venda.

“Se não [estivesse incluído], nem tinha vendido. Se alguém pagou uma merreca de R$ 15 milhões, é porque tinha o cartão [CredCesta]. Se não, nem isso tinha pago”, disse.

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