O PT vai processar o vice-governador de São Paulo, Felício Ramuth (PSD), por ter classificado o partido como “narcoafetivo”. A declaração ocorreu na segunda-feira (5), após Ramuth ser questionado por jornalistas sobre a crise na Venezuela e o possível impacto migratório de novos venezuelanos rumo ao Brasil.
“Acredito que esse êxodo vai acabar levando aquelas pessoas, principalmente na fronteira, a retornar ao seu país, onde poderão desfrutar da liberdade e deixarão de ter aquele Estado ‘narcoafetivo’, como o nosso PT”, disse durante coletiva de imprensa em Santo Amaro, zona sul da capital paulista.
O vice-governador, em entrevista ao Estadão, reafirmou considerar a sigla um partido “narcoafetivo” e afirmou que o termo foi usado em sentido “político e retórico, para criticar uma postura pública de tolerância e relativização diante do crime organizado”.
Para justificar a afirmação, Ramuth resgatou o fato de que, em um evento no ano passado, Lula teria se colocado em uma saia justa ao dizer que traficantes seriam “vítimas” dos usuários.
“Reafirmo que o PT é um partido narcoafetivo. Um partido que vota em peso contra o PL Antifacção. Um partido que promove e defende saidinha de presos”, afirmou. “Um partido que acessa livremente locais do Brasil que nem a polícia tem acesso. Um partido que permite que drogas e armas continuem entrando pelas fronteiras […] é sim um partido narcoafetivo.”
O prefeito de São Paulo, Ricardo Nunes (MDB), que também estava no evento, aproveitou a mesma pergunta para criticar indiretamente o governo, exaltando a operação dos Estados Unidos que teria capturado o “amigo de Lula”.
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