CINGAPURA/LONDRES, 5 de fevereiro (Reuters) – Os preços das commodities caíram nesta quinta-feira (5), liderados pela prata, em uma ampla liquidação no mercado, à medida que os investidores reverteram uma corrida anterior por ativos tangíveis após o alívio das tensões geopolíticas globais.
A prata despencou até 15% mais cedo e os preços do petróleo caíam mais de US$ 1 por barril depois que os EUA e o Irã concordaram em realizar negociações e após uma conversa telefônica positiva entre os líderes dos EUA e da China. A prata caiu 9,10%, na casa dos US$ 75,38, enquanto ouro teve baixa de 1,5%, a US$ 4.875. O petróleo caía cerca de 2%, com o brent na casa dos US$ 68 o barril.
As commodities acompanharam outros mercados financeiros, em forte queda, à medida que parte do calor especulativo se dissipou de mercados que haviam sido impulsionados a picos recordes.
“O sentimento se tornou negativo na maioria das classes de ativos…, com as perdas se retroalimentando e criando um ciclo de feedback que se reforça em meio à baixa liquidez do mercado”, disse Christopher Wong, estrategista do OCBC.
A pressão sobre as commodities foi agravada pela valorização do dólar, que atingiu a maior cotação em duas semanas.
Um índice do dólar mais forte torna as commodities cotadas na moeda americana mais caras para compradores que utilizam outras moedas.
METAIS PRECIOSOS RECUAM DE RECORDES
O ouro à vista recuou de uma alta de quase uma semana e a prata à vista despencou. Na semana passada, o ouro atingiu o recorde de US$ 5.594,82 a onça e a prata, a maior cotação histórica de US$ 121,64.
“Observamos extrema volatilidade nos metais preciosos e em outras commodities esta semana, e o que estamos testemunhando hoje são alguns tremores secundários”, disse Tony Sycamore, analista da corretora IG.
Os preços do petróleo caíam, mas se mantiveram próximos das máximas de vários meses, enquanto os investidores acompanhavam de perto o progresso das negociações com o Irã, preocupados com a possibilidade de um conflito militar interromper o fornecimento da importante região produtora do Oriente Médio.
O cobre se afastou ainda mais das máximas históricas atingidas na semana passada, devido à preocupação com a demanda e ao aumento dos estoques em armazéns registrados na Bolsa de Metais de Londres.
O metal, amplamente utilizado nos setores de energia e construção, havia se recuperado de uma queda de duas sessões, impulsionado pelo plano da China de expandir suas reservas estratégicas de cobre.
A soja contrariou a tendência, subindo para a máxima de dois meses, impulsionada pelos comentários do presidente Donald Trump de que a China está considerando comprar cargas dos EUA.
O minério de ferro caiu 2%, pressionado pelos altos estoques.
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