Nesta terça-feira, 27 de maio, o dólar à vista encerrou o pregão em baixa de 0,52%, cotado a R$ 5,6464, contrariando a tendência de valorização da moeda americana no exterior. O principal fator para esse movimento foi a divulgação do IPCA-15 de maio, que registrou alta de 0,36%, abaixo das expectativas do mercado. Esse dado sinalizou uma desaceleração da inflação no Brasil, aumentando o otimismo dos investidores e fortalecendo o real. Como resultado, o Ibovespa subiu mais de 1% e as taxas dos DIs recuaram, indicando uma melhora na percepção de risco do país.
Para os traders que operam o minidólar, o ambiente atual requer atenção. A volatilidade observada no mercado cambial, influenciada por fatores internos, como dados de inflação e decisões do Banco Central, e externos, como as políticas econômicas dos EUA, pode gerar oportunidades, mas também riscos. Monitorar de perto os desdobramentos dessas questões e os indicadores econômicos será fundamental para embasar as estratégias de negociação.
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Os contratos futuros de minidólar (WDOM25), com vencimento em junho, fecharam a sessão desta terça-feira (27) em queda de 0,46%, cotados a 5.643 pontos.
Análise do gráfico de 15 minutos
O gráfico de 15 minutos deixa claro que o movimento vendedor ainda predomina. Na última sessão, o ativo voltou a cair e encerrou abaixo das médias móveis de 9 e 21 períodos, o que reforça o controle do fluxo vendedor no curtíssimo prazo.
O primeiro desafio para qualquer tentativa de repique está na resistência em 5.650/5.655,5 pontos. Caso o ativo consiga superar essa faixa, os próximos alvos de resistência aparecem em 5.668/5.682 pontos, com projeção mais longa na região de 5.686/5.697 pontos.
Por outro lado, se o minidólar perder o suporte em 5.638,5/5.617,5 pontos, o movimento de baixa tende a ganhar força, mirando os próximos suportes em 5.604,5/5.582 pontos. A perda desse patamar pode intensificar ainda mais a pressão vendedora, levando o ativo a testar a faixa de 5.551/5.527 pontos, que seria o suporte mais longo no curto prazo.
No gráfico diário, a leitura técnica segue frágil. O ativo tentou se aproximar da média móvel de 9 períodos, mas não teve força para superar, o que resultou na retomada do movimento de baixa.
O suporte mais relevante no diário segue sendo a mínima do ano, registrada em 5.604,5 pontos. A perda desse patamar pode acelerar ainda mais o fluxo vendedor, com projeções para 5.582, 5.551 e até 5.527 pontos no médio prazo.
Para começar a mudar esse cenário, o ativo precisaria romper a região de resistência nas médias, que atualmente está entre 5.677/5.690 pontos. Se isso ocorrer, abre-se espaço para buscar a resistência mais longa em 5.753 pontos.
O IFR (14) no diário está em 42,71, mantendo-se em terreno neutro, porém, já flertando com a região de sobrevenda se o movimento de baixa persistir.

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Dólar futuro (WDOM25): Gráfico de 60 minutos
Olhando o gráfico de 60 minutos, o viés técnico permanece negativo. O ativo segue operando abaixo das médias móveis de 9, 21 e 200 períodos, o que reforça o controle vendedor no curto prazo.
Para que o minidólar consiga esboçar uma recuperação, será necessário superar a resistência na região de 5.654/5.668 pontos. A quebra desse nível pode abrir espaço para uma busca pelas resistências em 5.688/5.697 pontos, com alvo mais longo na faixa de 5.733/5.753 pontos.
Por outro lado, a perda do suporte em 5.640/5.604,5 pontos tende a intensificar o fluxo vendedor. Nesse cenário, os próximos suportes estão posicionados em 5.582/5.551 pontos, e, se essa região não segurar, o mercado pode buscar o suporte mais longo em 5.527/5.500 pontos, níveis que não eram testados há bastante tempo.

(Rodrigo Paz é analista técnico)
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