A recente escalada nas tensões comerciais entre Estados Unidos e China, com a imposição de tarifas de 104% sobre produtos chineses, provocou instabilidade nos mercados globais. No Brasil, o dólar à vista chegou a ultrapassar R$ 6,10 na manhã desta quarta-feira (9), refletindo a aversão ao risco dos investidores. Contudo, uma reviravolta ocorreu após o anúncio do presidente dos EUA, Donald Trump, de uma pausa de 90 dias na aplicação de tarifas adicionais para diversos países, exceto a China. Essa decisão levou o dólar futuro a encerrar o dia em queda de 3,20%, fechando aos 5.844 pontos.
Para os traders, o cenário permanece volátil e sensível a novos desdobramentos da política comercial norte-americana. A suspensão temporária das tarifas pode trazer alívio momentâneo, mas a manutenção das sanções à China indica que as tensões ainda persistem. Para hoje, é crucial monitorar atentamente as declarações de líderes globais e indicadores econômicos, ajustando estratégias de negociação para aproveitar oportunidades e mitigar riscos em um ambiente de constante mudança.
Análise do gráfico de 15 minutos
A sessão de quarta-feira foi marcada por forte volatilidade e predominância do fluxo vendedor. O minidólar recuou com intensidade, refletindo uma correção após a sequência de altas anteriores. No gráfico de 15 minutos, o ativo rompeu as médias de 9, 21 e 200 períodos, encerrando o pregão abaixo delas, o que reforça a fraqueza no curtíssimo prazo.
Caso a pressão vendedora se mantenha, o mercado deve ficar atento ao suporte em 5.844/5.810 pontos. A perda consistente desta faixa pode desencadear nova onda de baixas, mirando os próximos alvos técnicos em 5.787/5.770 e 5.753/5.738 pontos.
No entanto, diante da intensidade da queda, não se descarta uma tentativa de respiro técnico. Para isso, será crucial a entrada de volume comprador e o rompimento da resistência em 5.856/5.865 pontos. Acima desta faixa, o mercado pode mirar 5.883/5.903 e, posteriormente, 5.915/5.929 pontos.
No gráfico diário, o cenário também se deteriorou. A sessão de ontem formou um candle de baixa expressivo, engolfando os dois pregões anteriores, com entrada de forte volume vendedor. O movimento foi suficiente para romper a média de 200 períodos, um nível técnico importante, embora o ativo tenha encontrado suporte na média de 9 períodos.
Apesar disso, o minidólar ainda permanece acima das médias de 9 e 21 períodos — o que indica que a tendência de curto prazo ainda não foi revertida, mas começa a dar sinais de alerta. A região entre 5.844 e 5.788 pontos agora concentra suportes relevantes. A perda desse intervalo pode ampliar o movimento corretivo. O IFR (14) recuou para 51,30 pontos, mantendo-se em zona neutra.
Para retomar a alta, o ativo precisará se firmar novamente acima da média de 200 períodos, localizada nos 5.889 pontos. Se conseguir essa recuperação, os alvos mais imediatos estão entre 6.000 e 6.117 pontos.

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Dólar futuro (WDOK25): Gráfico de 60 minutos
O gráfico de 60 minutos reforça a deterioração técnica vista no intraday. Após um período de forte valorização, o minidólar inverteu a tendência e fechou a última sessão com um movimento de queda acentuado. O ativo rompeu as médias de 9 e 21 períodos, e agora opera abaixo da média de 200 períodos, o que intensifica o viés de baixa.
A mínima da última sessão, em 5.836 pontos, será um ponto a ser observado. Um rompimento sustentado deste nível poderá impulsionar o fluxo vendedor rumo à região de 5.787 pontos, onde está a média de 200 períodos. Abaixo disso, abrem-se alvos em 5.738/5.711 pontos, com projeções mais longas entre 5.690/5.672 pontos.
Por outro lado, para que haja uma reversão altista, será necessário que o ativo recupere o terreno perdido e supere a região de resistência entre 5.883/5.921 pontos. Caso esse rompimento ocorra, o movimento pode ganhar força e levar o ativo para as faixas de 5.958,5/5.979, com possibilidade de extensão até 6.000 e 6.037 pontos.

(Rodrigo Paz é analista técnico)
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