O minidólar (WDOH26) encerrou a última sessão em queda de 1,09%, aos 5.240,5 pontos, reforçando o movimento negativo no curto prazo. O mercado de câmbio teve um pregão favorável aos ativos de risco, em linha com o movimento externo. A moeda norte-americana perdeu força frente a divisas como euro e libra, além de moedas de emergentes, em um dia de maior apetite por risco nos mercados globais, apesar das incertezas ainda presentes em torno dos impactos da inteligência artificial e do cenário geopolítico envolvendo Estados Unidos e Irã, que também pressionou o petróleo para baixo.
No Brasil, o movimento foi reforçado por notícias domésticas, com a SPE revisando levemente para baixo a projeção de crescimento do PIB em 2026, ao mesmo tempo em que ajustou expectativas de inflação. A Bolsa se beneficiou do ambiente mais construtivo, enquanto o câmbio acompanhou o fluxo externo. Para os traders de dólar, a última sessão foi marcada por viés mais direcional de baixa, com atenção ao comportamento das commodities e ao humor internacional, em um dia propício para operações alinhadas ao fluxo de risco global.
Leia mais: Dólar Hoje: Confira a cotação e fechamento diário do dólar comercial
Análise do gráfico de 15 minutos
No intraday, o minidólar retomou o fluxo vendedor e encerrou o pregão negociando entre as médias móveis de 9 e 21 períodos, indicando fragilidade e ausência de reação consistente. Para que o mercado dê continuidade à baixa, será determinante a perda do suporte em 5.235/5.228 pontos. Caso esse movimento se confirme, o fluxo tende a se intensificar em direção a 5.219/5.199, com alvo mais longo na região de 5.171/5.153 pontos.
No cenário alternativo, uma tentativa de recuperação só ganha tração com a superação da resistência em 5.247,5/5.260,5 pontos. Acima dessa faixa, o contrato pode buscar 5.278,5/5.291, com extensão para 5.304/5.314 pontos. Até que isso ocorra, o viés segue mais pressionado e dependente de fluxo.
No gráfico diário, o minidólar fechou no negativo, negociando abaixo das médias móveis, o que reforça a leitura de continuidade do movimento corretivo. Para retomar a alta, o ativo precisa superar 5.278,5/5.314 pontos, abrindo espaço para 5.370/5.420 pontos.
Em sentido oposto, a quebra do suporte em 5.260/5.235 pontos reforça o cenário baixista, com alvo inicial em 5.199/5.153,5 pontos. O IFR (14) está em 33,67, ainda em região neutra, mas já se aproximando da zona de sobrevenda.

Saiba mais:
- Expert Trader XP inicia vendas para evento presencial em São Paulo
- Opções de Ibovespa ganham tração com contratos menores e mais vencimentos
- Day trade: novos valores de margem mínima da B3 passam a valer nesta 2ª; o que muda?
Dólar futuro (WDOH26): Gráfico de 60 minutos
Nos 60 minutos, observo que o minidólar segue abaixo das médias móveis de 9 e 21 períodos, mantendo o controle do fluxo vendedor.
Para tentar inverter o movimento, será necessária a superação da resistência em 5.257/5.278,5 pontos. Se vencida, o mercado pode avançar até 5.314, com projeções mais longas em 5.348 e 5.375 pontos.
Caso a pressão vendedora permaneça, a atenção segue concentrada no suporte em 5.228/5.199 pontos. A perda consistente dessa faixa tende a intensificar o fluxo de baixa, direcionando os preços para 5.167,5/5.153,5, com alvos mais longos em 5.136/5.111 pontos.

(Rodrigo Paz é analista técnico)
Guias de análise técnica:
- O que são pontos de suporte e resistência?
- O que são médias móveis e como usá-las para estratégia de Trade
- Bandas de Bollinger: como usar e interpretar?
- IFR: O que é o índice de força relativa?
Confira mais conteúdos sobre análise técnica no IM Trader. Diariamente, o InfoMoney publica o que esperar dos minicontratos de dólar e índice.
The post Minidólar (WDOH26): semana de dados nos EUA e Brasil aumenta volatilidade appeared first on InfoMoney.
