Na quarta-feira (25), o Ibovespa voltou a recuar, encerrando o pregão com queda de 1,02%, aos 135.767,29 pontos, pressionado principalmente por ruídos políticos internos. A pauta fiscal voltou ao centro das atenções no Congresso, surpreendendo o governo e gerando tensão entre os poderes.
A instabilidade política e fiscal pesou sobre o apetite por risco, derrubando ações de bancos, Petrobras e Vale. No exterior, apesar do aparente cessar-fogo entre Israel e Irã, o petróleo voltou a subir e os índices acionários em Nova York e Europa fecharam sem direção definida, com investidores ainda atentos às falas de Jerome Powell e à disputa retórica entre o Fed e Donald Trump.
Para os traders que operam o mini-índice (WINQ25), o dia foi dominado pela aversão ao risco, refletida na queda das blue chips e na fraqueza generalizada do mercado local. A perda de suportes importantes e a sequência de baixas nos últimos pregões reforçam o tom corretivo do curto prazo. Com o mercado sensível aos desdobramentos da pauta fiscal e à instabilidade entre Executivo e Legislativo, o cenário segue propício a movimentos bruscos.
A quinta-feira (26) promete volatilidade adicional, com a divulgação do IPCA-15, do relatório de política monetária do Banco Central e do PIB nos EUA. A agenda cheia deve manter os operadores do mini-índice em estado de alerta.
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Os contratos do mini-índice (WINQ25), com vencimento em agosto, encerraram a última sessão com queda de 0,80%, aos 138.180 pontos.
Análise do gráfico de 15 minutos
No gráfico de 15 minutos, o ativo confirmou a intensificação da força vendedora na última sessão, acelerando o movimento de baixa. O fechamento ocorreu entre as médias móveis de 9 e 21 períodos, o que sugere um enfraquecimento do equilíbrio de curto prazo.
Os principais níveis técnicos que merecem atenção no pregão desta quinta-feira são os suportes em 137.790/137.540 (1), 137.110/136.380 (2) e 135.700/135.130 (3), e as resistências em 138.390/138.950 (1), 139.860/140.160 (2) e 140.730/141.100 (3).
A região de suporte em 137.790/137.540 será decisiva para definir se o movimento de baixa ganha continuidade. Caso haja rompimento dessa faixa, os próximos alvos passam a ser 137.110/136.380, com projeção mais longa para 135.700/135.130.
Por outro lado, se houver entrada de volume comprador, o primeiro desafio será a resistência em 138.390/138.950. O rompimento desta faixa pode impulsionar o ativo até 139.860/140.160, com alvo mais longo na resistência de 140.730/141.100.
No gráfico diário, o cenário sugere um possível esgotamento da tendência de alta. O ativo rompeu para baixo a LTA do canal de alta e também fechou abaixo das médias de 9 e 21 períodos pela segunda sessão consecutiva, após testá-las como resistência.
A formação de topos descendentes reforça a possibilidade de novas correções, mas o teste da média de 200 períodos como suporte ainda mantém viva a possibilidade de reação compradora.
O suporte mais relevante está em 137.390/136.800, enquanto a resistência imediata está entre 139.900/141.000. Acima dessa faixa, o índice pode buscar 143.030/143.710, e, mais acima, 145.080/145.630. Caso o suporte seja perdido, os alvos mais baixos passam a ser 134.550/133.560 e 131.950/130.885. O IFR (14) está em 42,05, indicando zona neutra.

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WINQ25: Gráfico de 60 minutos
No gráfico intraday de 60 minutos, o mini-índice confirmou o rompimento da região de fundo anterior, acionando um pivot de baixa e encerrando a sessão abaixo das médias de 9 e 21 períodos, o que reforça o viés de queda no curto prazo.
A movimentação sugere possibilidade de nova pressão vendedora, especialmente se houver rompimento da zona de suporte em 137.760/137.110. Caso essa faixa seja rompida, o ativo poderá buscar 135.700/135.130, e, mais abaixo, 134.290/133.450.
Para retomar o movimento de alta, será necessário superar e fechar acima da região de resistência em 138.690/139.250. Se isso ocorrer, há potencial de avanço até 139.965/140.400, com alvos mais longos em 141.100/142.000, onde estão concentradas resistências técnicas relevantes.
A movimentação ao longo do dia dependerá da força relativa entre compradores e vendedores nessas regiões decisivas.

(Rodrigo Paz é analista técnico)
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