João Ricardo Mendes, fundador e CEO da Hurb, permanece detido na Penitenciária Evaristo de Moraes, no Rio de Janeiro, após ter seu pedido de habeas corpus negado pela Justiça. As informações são do jornal O Globo.
O empresário, que completa um mês na prisão, foi preso em flagrante no final de abril, acusado de furtar obras de arte do Hotel Hyatt e subtrair objetos de valor do escritório Duda Porto Arquitetura, ambos localizados na Barra da Tijuca.
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A defesa de Mendes argumenta que ele é vítima de “constrangimento ilegal” e que sofre de graves transtornos neuropsiquiátricos. Os advogados alegam ainda que o empresário é réu primário, possui residência fixa e que os crimes não envolveram violência ou grave ameaça.
Segundo a petição, os furtos teriam sido cometidos em um “estado de absoluto torpor”, sem intenção de obter vantagem econômica.
No entanto, a desembargadora Denise Vaccari Machado Paes, da Primeira Câmara Criminal do Tribunal de Justiça do Rio, rejeitou o pedido de soltura ou de prisão domiciliar.
Para a magistrada, há indícios de planejamento nos crimes, como a adulteração de uma moto para dificultar o rastreamento, o uso de disfarces e a escolha de objetos de alto valor, o que reforça a necessidade de manter a prisão preventiva.
Testemunhas relataram que Mendes utilizou uma bolsa de entregador de aplicativo para despistar a segurança e se passou por técnico de informática para acessar o escritório de arquitetura.
A Justiça também não descarta a possibilidade de que os furtos tenham sido motivados por dívidas acumuladas após o colapso da Hurb, que deixou milhares de clientes lesados.
A decisão judicial destaca que a manutenção da prisão é fundamental para resguardar a ordem pública e evitar a repetição de crimes semelhantes.
O julgamento do mérito do habeas corpus está previsto para o próximo dia 3.
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