Justiça do Rio torna ré argentina acusada de injúria racial e decreta prisão

A Justiça do Rio de Janeiro aceitou a denúncia contra a advogada argentina Agostina Páez, de 29 anos, acusada de injúria racial contra funcionários de um bar em Ipanema, na zona sul da cidade. Com a decisão, ela passa a responder como ré no processo, e a prisão preventiva da estrangeira também foi decretada.

Segundo o Ministério Público, o pedido de abertura de ação penal foi apresentado na terça-feira (3) e se baseia em depoimentos das vítimas, testemunhas e em imagens de câmeras de segurança do estabelecimento, além de vídeos registrados por frequentadores. A Promotoria afirma que o conjunto de provas confirma o teor discriminatório das ofensas.

O episódio ocorreu em 14 de janeiro, quando a argentina discutiu com funcionários após contestar uma cobrança. Durante a confusão, ela teria dirigido insultos racistas a um trabalhador negro, imitado gestos de macaco e reproduzido sons do animal, além de usar a palavra “mono” de forma pejorativa. A vítima registrou boletim de ocorrência no mesmo dia, e a turista teve o passaporte retido três dias depois, ao prestar depoimento.

Em sua versão, Agostina alegou que os gestos eram “brincadeiras” dirigidas às amigas, sem intenção de ofender o funcionário, e disse não saber que o comportamento configurava crime no Brasil. O Ministério Público rejeitou essa justificativa e destacou que até uma das acompanhantes teria tentado contê-la, o que indicaria consciência do caráter ofensivo da conduta.

O caso é tratado como injúria racial, crime que ocorre quando ofensas relacionadas a raça, cor, etnia, religião ou origem são dirigidas a uma pessoa específica, e não a um grupo de forma geral.

A Polícia Civil ainda não informou quando pretende cumprir o mandado de prisão expedido pela Justiça. A defesa da advogada não se manifestou.

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