O Ibovespa futuro opera em alta nos primeiros negócios desta terça-feira (6), acompanhando o apetite internacional por risco, com os investidores permanecendo confiantes nas perspectivas econômicas apesar da escalada das tensões geopolíticas. Às 9h04, o contrato para fevereiro subia 0,27%, a 164.840 pontos.
O foco recai esta semana sobre novos indicadores macroeconômicos, enquanto os investidores mantinham a compostura apesar da agitação política na Venezuela no fim de semana, quando forças militares dos Estados Unidos capturaram o agora presidente deposto Nicolás Maduro.
Os operadores avaliam possíveis implicações para os fluxos de petróleo bruto da Venezuela, que abriga as maiores reservas de petróleo do mundo. No entanto, os acontecimentos tiveram impacto mínimo sobre o apetite geral por risco.
O clima positivo nos mercados era impulsionado pelas expectativas de cortes na taxa de juros dos Estados Unidos. Os operadores estão focados no relatório mensal de emprego dos EUA, que será divulgado na sexta-feira e pode influenciar as expectativas para a política monetária do país.
Em Wall Street, o Dow Jones Futuro recuava 0,16%, Nasdaq Futuro avançava 0,09% e o S&P 500 Futuro tinha queda de 0,04%.
Dólar, exterior e commodities
O dólar à vista subia 0,21%, a R$ 5,417 na venda. O dólar futuro opera com baixa de 0,06%, a R$ 5.445.
Os mercados da Ásia-Pacífico fecharam sem direção única, com o Japão atingindo recordes históricos, enquanto a Coreia do Sul e a Austrália registraram quedas. Investidores avaliavam os riscos geopolíticos após o ataque dos EUA à Venezuela e a captura do ex-líder Nicolás Maduro.
Os mercados europeus operam em alta, com os investidores acompanhando os desdobramentos geopolíticos após a destituição do líder venezuelano Nicolás Maduro pelos Estados Unidos. Os movimentos do mercado sugerem que os investidores estão deixando de lado os receios de conflitos geopolíticos de maior escala e mantêm a confiança em ativos de risco.
Os preços do petróleo caíram após alta de mais de 1% na véspera, enquanto os investidores avaliavam as perspectivas para a Venezuela, e as preocupações com um excesso de oferta global persistiam.
As cotações do minério de ferro na China fecharam em alta, ampliando os ganhos da sessão anterior, com atenções voltadas para demanda da China, o maior consumidor do setor.
(Com Reuters e Bloomberg)
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