O Ibovespa Futuro operava em baixa nas primeiras negociações desta quarta-feira (11), com investidores assimilando o resultado das negociações comerciais entre Estados Unidos e China, com os dois países chegando a um acordo na véspera, enquanto dados de inflação dos Estados Unidos e falas do presidente do Banco Central e do ministro da Fazenda também estão no radar. Às 9h06 (horário de Brasília), o contrato com vencimento em junho caía 0,73%, aos 136.105 pontos.
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Autoridades norte-americanas e chinesas disseram na terça que chegaram a um entendimento para remover controles de exportação, em particular a restrição de Pequim para a saída de minerais de terras raras, e manter viva a trégua tarifária alcançada no mês passado.
Cabe ressaltar que os futuros dos principais índices de Wall Street recuavam nesta quarta-feira, depois que as negociações entre Estados Unidos e China ofereceram poucos sinais de uma solução duradoura para as tensões comerciais, enquanto os investidores aguardavam dados de inflação da maior economia do mundo.
Na frente de dados, o foco em torno dos números de maio para a inflação ao consumidor dos EUA, a serem divulgados às 9h30. A expectativa em pesquisa da Reuters é de que a alta mensal repita o patamar de 0,2% de abril, com o dado acumulado em 12 meses passando a avançar 2,5%, de 2,3% antes.
Na cena doméstica, as atenções estarão em uma participação do presidente do BC, Gabriel Galípolo, às 8h30 no 3º Simpósio Liberdade Econômica, promovido pela Vector Relações Governamentais e Institucionais, em Brasília. O evento ocorre dentro do período de silêncio antes da próxima reunião do Copom.
Mais tarde, o ministro Fernando Haddad participará de audiência pública em reunião conjunta das comissões de Finanças e Tributação, Fiscalização Financeira e Controle da Câmara dos Deputados, às 10h. O mercado segue à espera do avanço dos planos do governo para compensar a “recalibragem” que será feita no decreto que elevou as alíquotas do Imposto sobre Operações Financeiras (IOF).
O Dow Jones Futuro operava em baixa de 0,20%, enquanto o S&P 500 tinha queda de 0,13% e o Nasdaq Futuro recuava 0,14%.
Ibovespa, dólar e mercado externo
O dólar à vista caía 0,01%, cotado a R$ 5,570 na compra e R$ 5,571 na venda. Na B3, o contrato de dólar futuro de primeiro vencimento recuava 0,09%, aos 5.588 pontos.
Os mercados da Ásia-Pacífico fecharam em alta, com otimismo sobre o progresso nas negociações comerciais entre EUA e China.
Dados do Banco do Japão mostraram que a inflação no atacado desacelerou em maio, o que significa que pode haver menos pressão para o banco central aumentar as taxas de juros em sua próxima reunião do conselho de política monetária.
Os preços do petróleo operam em alta após abertura negativa, enquanto investidores avaliam o resultado das negociações comerciais entre Estados Unidos e China — ainda pendente de aprovação do presidente Donald Trump. No radar do mercado, permanecem a demanda enfraquecida da China e o aumento da produção pela OPEP+, fatores que continuam pressionando os preços.
As cotações do minério de ferro na China subiram, enquanto investidores comemoram o progresso do comércio sino-americano.
(Com Reuters)
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