Ibovespa avança em 2026, dólar cede e Bitcoin pressiona: o que esperar agora?

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Inicio a leitura dos mercados com um pano de fundo ainda construtivo para os ativos de risco, mas que passa a exigir maior atenção no curto prazo diante do aumento da volatilidade e de sinais pontuais de acomodação após movimentos fortes.

No Brasil, o Ibovespa segue sustentado por uma tendência de alta bem definida e acumula ganhos expressivos em 2026, embora já apresente períodos de consolidação após renovar máximas históricas. No exterior, o cenário é mais misto: enquanto o S&P 500 mantém viés altista, a Nasdaq mostra maior instabilidade após testar regiões próximas ao topo. No mercado de câmbio, o dólar futuro segue pressionado, reforçando o ambiente de maior apetite ao risco, enquanto o Bitcoin se destaca negativamente, com forte movimento corretivo e perda de suportes relevantes.

Nesse contexto, o comportamento dos preços nas próximas sessões — sobretudo diante de resistências históricas e suportes técnicos bem definidos — será decisivo para entender se o mercado retomará movimentos mais direcionais ou se entrará em uma fase mais prolongada de correção e lateralização.

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Análise técnica do Ibovespa

Pelo gráfico diário, observo que o Ibovespa mantém uma tendência de alta consistente, sustentada por sucessivas renovações de máximas ao longo das últimas semanas. O índice atingiu recentemente sua máxima histórica nos 187.333 pontos, permanecendo acima da faixa dos 180 mil pontos, o que reforça a força do movimento principal. Em 2026, o índice já acumula alta de 13,54%, evidenciando a intensidade do fluxo comprador no início do ano.

Na última sessão, o Ibovespa voltou a fechar no positivo, com alta de 0,45%, aos 182.949 pontos, enquanto, no acumulado da semana, avançou 0,97%, marcando a quinta semana consecutiva de ganhos. Apesar do viés positivo, é possível notar que o índice passou a negociar de forma mais lateral após a renovação do topo, em um movimento típico de correção curta e acomodação.

Do ponto de vista técnico, o IFR (14) em 69,20 já se aproxima da zona de sobrecompra, o que, somado ao afastamento das médias móveis, eleva a probabilidade de correções pontuais no curto prazo. Ainda assim, não há sinal claro de reversão da tendência.

Para dar sequência ao movimento altista, será necessário superar a resistência em 185.670 pontos e, principalmente, romper novamente a máxima histórica em 187.333 pontos, abrindo espaço para projeções em 190.065, 192.765 e, em extensão, 195.460 pontos.

Em contrapartida, a perda do suporte em 180.088/177.741 pontos pode intensificar o fluxo corretivo, com alvos em 174.590/166.467 e, em movimentos mais longos, 161.765/157.000 pontos.

Fonte: Nelogica. Gráfico diário. Elaboração: Rodrigo Paz

Análise técnica do Dólar

No dólar futuro, o cenário segue predominantemente baixista. Pelo gráfico diário, o contrato permanece negociando abaixo das médias móveis, que seguem inclinadas para baixo, indicando continuidade do fluxo vendedor. Na última sessão, o ativo recuou 1,09%, aos 5.240,5 pontos, reforçando a leitura de pressão no curto prazo.

O IFR (14) em 38,17 permanece em zona neutra, o que indica que ainda há espaço para novas quedas antes de qualquer condição clara de sobrevenda.

Para que o movimento de baixa tenha continuidade, será necessário romper o suporte em 5.227/5.167,5 pontos, abrindo espaço para 5.127, 5.087 e, em projeções mais longas, 5.057,5/5.007 pontos.

Já uma tentativa de recuperação mais consistente exigiria a superação da faixa de 5.328/5.446 pontos, com resistências seguintes em 5.487/5.560 e 5.614/5.669,5 pontos.

Fonte: Nelogica. Gráfico diário. Elaboração: Rodrigo Paz

Confira a análise dos minicontratos:

Análise técnica da Nasdaq

A Nasdaq apresentou alta volatilidade na última semana e encerrou o período no negativo, após falhar em sustentar o movimento de alta próximo à máxima histórica. O índice voltou a negociar abaixo das médias móveis, sinalizando perda de força compradora no curto prazo, embora tenha registrado recuperação pontual na última sessão.

Em janeiro, o índice acumula queda de 1,87%, cotado aos 25.075 pontos, refletindo um momento de maior indefinição. Para que o fluxo vendedor volte a ganhar intensidade, será necessário romper o suporte em 24.622/24.432 pontos, o que pode destravar correções em 24.021/23.698 e, em movimentos mais amplos, 23.279/22.959 pontos.

Por outro lado, para retomar o viés altista, a Nasdaq precisará superar 25.131/25.400 pontos. Acima dessa faixa, os alvos passam a ser 25.873 e a máxima histórica em 26.182 pontos, com projeções em 26.475/26.735 pontos.

Fonte: TradingView. Gráfico diário. Elaboração: Rodrigo Paz

Confira nossas análises:

Análise técnica do S&P 500

O S&P 500 segue com tendência de alta , embora tenha apresentado um comportamento mais lateral nas últimas semanas, acompanhado por maior volatilidade recente. O índice continua negociando acima das médias móveis, o que mantém a leitura estruturalmente positiva, mesmo após registrar baixa no fechamento semanal.

Em fevereiro, o índice recua 0,10%, cotado aos 6.932 pontos. Para dar continuidade ao movimento altista, será fundamental superar a resistência em 6.977 pontos e, principalmente, romper a máxima histórica em 7.002 pontos, abrindo espaço para 7.020/7.100 e 7.145 pontos.

Em contrapartida, a perda do suporte em 6.870/6.816 pontos pode iniciar um fluxo corretivo mais amplo, com alvos em 6.780/6.720 e, em cenários mais estressados, 6.630/6.521 pontos.

Fonte: TradingView. Gráfico diário. Elaboração: Rodrigo Paz

Análise do Bitcoin

O Bitcoin segue como o ativo mais frágil do conjunto analisado. Pelo gráfico diário, observo um movimento de baixa acentuado, que ganhou força nos últimos dias, levando o preço a negociar abaixo dos US$ 80.000 e a testar a importante faixa de suporte nos US$ 60.000. Em fevereiro, a criptomoeda já acumula queda superior a 10%, reforçando o viés negativo no curto prazo.

O ativo permanece negociando abaixo das médias móveis, com certo afastamento, o que aumenta o risco de continuidade do movimento de baixa, embora também abra espaço para repiques técnicos pontuais. Para que o Bitcoin ensaie uma recuperação mais consistente, será necessário superar as resistências em US$ 72.271/US$ 79.360, com alvos em US$ 84.650, US$ 91.224 e, em projeções mais longas, US$ 97.624/US$ 99.692.

Por outro lado, a perda dos suportes em US$ 62.099/US$ 58.946 tende a intensificar o fluxo vendedor, com próximos alvos em US$ 52.550, US$ 49.000 e, em um cenário mais adverso, US$ 40.280.

Fonte: TradingView. Gráfico diário. Elaboração: Rodrigo Paz

IFR (14) – Ibovespa

O IFR (Índice de Força Relativa), é um dos indicadores mais populares da análise técnica. Medido de 0 a 100, costuma-se usar o período de 14. Leitura abaixo ou próxima de 30 indica sobrevenda e possíveis oportunidades de compra, enquanto acima ou próxima de 70 sugere sobrecompra e chance de correção.

Além disso, o IFR permite a aplicação de técnicas como suportes, resistências, divergências e figuras gráficas. A partir disso, segue as cinco ações mais sobrecomprados e sobrevendidos do Ibovespa:

Fonte: Nelogica. Elaboração: Rodrigo Paz

(Rodrigo Paz é analista técnico)

Guias de análise técnica:

Confira mais conteúdos sobre análise técnica no IM Trader. Diariamente, o InfoMoney publica o que esperar dos minicontratos de dólar e índice.

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