Goldman Sachs vê JBS ganhar força contra a MBRF no Oriente Médio com nova parceria

A JBS (BDR: JBSS32) divulgou no domingo (8) um acordo de compra de participação com a Oman Food Capital (OFC) para estabelecer uma joint venture com o objetivo de criar um hub regional de proteínas, abrangendo a produção e o processamento de frango, carne bovina e cordeiro.

Segundo o Goldman Sachs, a partir de uma viagem recente ao Oriente Médio, a equipe observou que a região ganhou protagonismo nos mercados globais de proteínas, combinando forte crescimento (CAGR de 5% em carne bovina e de 3% em frango entre 2020 e 2025), elevada rentabilidade, e menor risco, dado o foco dos governos em estratégias de segurança alimentar.

O banco avalia que o investimento dará escala à JBS para competir diretamente com a MBRF (MBRF3) pela maior fatia desse mercado em expansão, com capacidade relevante, rede própria de distribuição e fortalecimento de marca.

Segundo cálculos do Goldman, o hub poderia gerar cerca de US$ 130 milhões por ano em EBITDA (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) quando atingir plena operação, o que implicaria um valor presente líquido (VPL) aproximado de US$ 0,8 por ação da JBS, considerando o mesmo múltiplo de 9,0 vezes EV/EBITDA (valor da firma sobre EBITDA) usado na criação da Sadia Halal, mantidas as demais premissas.

Separadamente, a JBS também anunciou recentemente uma parceria estratégica com a Arabian Company for Agricultural and Industrial Investment (Entaj), além da expansão de sua unidade recém-inaugurada em Jeddah, elevando a capacidade total para 40 mil toneladas por ano.

O Goldman Sachs mantém recomendação de compra para as ações da JBS, com preços-alvo de 12 meses de US$ 18,5 para as ações Classe A e de R$ 99 para os BDRs (recibo de ações negociadas no Brasil), com base em uma avaliação por soma das partes, em que o múltiplo implícito de EV/EBITDA de 6,0 vezes.

A Genial Investimentos, por sua vez, destaca que a JV deterá e expandirá dois ativos já existentes no país: a operação integrada de aves (A’Namaa) e a planta de processamento de carne bovina e ovina (Al Bashayer). Após a conclusão, a capacidade esperada é de 300 ktpa (mil toneladas por ano), com início da produção de bovinos e ovinos em aproximadamente seis meses (6M) e de aves em cerca de 12 meses (12M), além da criação de mais de 3.000 empregos diretos em cinco anos.

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