Mesmo em um cenário marcado por juros elevados, volatilidade econômica e incertezas fiscais no Brasil, a SPX Capital avalia que o investidor não deve se limitar à renda fixa. A leitura da gestora é que o atual ciclo monetário, embora desafiador, também abre espaço para oportunidades relevantes em diferentes classes de ativos — desde ações descontadas até fundos imobiliários, infraestrutura e crédito privado. A palavra-chave, segundo a casa, é diversificação.
“Tem muita oportunidade por aí — bons ativos largados na bolsa, boas empresas, fundos imobiliários e de infraestrutura negociando a preços atrativos. É importante manter um certo nível de diversificação no portfólio”, afirmou o CEO da SPX Capital, Bruno Marangoni.
A visão ganha ainda mais peso em um momento no qual o juro elevado tende a direcionar grande parte dos recursos para aplicações conservadoras. Para Marangoni, o risco está em extrapolar o cenário atual e assumir que ele será permanente. “É preciso cuidado para não perpetuar demais as análises, acreditar que o juro alto veio para ficar e que não vale a pena ter produtos que não sejam renda fixa”, disse.
Essa abordagem mais equilibrada foi um dos pilares que ajudaram a SPX a se destacar na primeira edição da Premiação Outliers InfoMoney. A gestora conquistou quatro troféus: primeiro lugar como melhor fundo de previdência de renda variável; segundo lugar como gestora do ano e como melhor fundo de ações; e terceiro lugar na categoria melhor fundo de previdência multimercado. A premiação reconheceu os principais destaques da indústria em 16 categorias.
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Para o executivo, os prêmios refletem consistência em um ano especialmente complexo para os mercados. “Ficamos muito felizes com esse reconhecimento, ainda mais depois de um ano tão desafiador como foi 2024. Mas, no fim do ano, o taxímetro zera. Esse é um mercado que exige performance recorrente. Mais importante do que ganhar o prêmio é estar entre os melhores todos os anos”, afirmou.
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Diferencial está na combinação entre cultura, estrutura e estratégia
Segundo Marangoni, o diferencial da SPX está na combinação entre cultura, estrutura e estratégia. A gestora opera desde sua fundação no modelo de partnership, com forte alinhamento entre sócios e cotistas. “Os sócios investem uma parcela relevante do próprio patrimônio nos fundos da casa. Isso cria um alinhamento de interesses genuíno”, disse. Além disso, a SPX mantém equipes robustas e exclusivas por vertical, com políticas de remuneração próprias e foco total em suas estratégias.
Fundada há 15 anos, a SPX nasceu no segmento de multimercados e, ao longo do tempo, expandiu sua atuação. Dois anos após a criação, passou a investir em ações e, a partir de 2016, iniciou um processo de internacionalização, com escritórios em Londres, Estados Unidos, Singapura e Portugal. Desde 2019, diversificou ainda mais o portfólio, com a criação das verticais de crédito, imobiliária e private equity. Hoje, a casa se posiciona como uma gestora brasileira com presença global.
“O Brasil é cíclico. Quem constrói portfólios olhando apenas o momento tende a perder boas oportunidades”
Tempo de consolidação
A estratégia para os próximos anos, segundo o CEO, não envolve novas frentes de negócio, mas sim a consolidação do que já foi construído. “Estamos muito focados em amadurecer as verticais mais recentes, especialmente crédito e imobiliário, e em fortalecer nossa presença internacional”, afirmou. De acordo com ele, apesar das incertezas no Brasil, o interesse de investidores estrangeiros pelos produtos da SPX tem crescido. “Somos vistos lá fora como uma referência de Brasil.”
Essa lógica de longo prazo também se reflete no processo de criação dos fundos. Marangoni explica que a SPX busca desenvolver produtos flexíveis, capazes de atravessar diferentes ciclos econômicos. “O investidor tende a olhar muito para o curto prazo e para a performance recente. Nosso papel é filtrar esse ruído e criar produtos mais atemporais”, disse. “Se o fundo nasce engessado, ele sofre quando o ciclo vira — e no Brasil isso acontece rápido. A Selic já foi 2% e depois quase 15% em pouco tempo.”
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A SPX por segmentos
No segmento de previdência, onde a SPX atua desde 2018, essa filosofia ajudou a casa a se diferenciar. O fundo SPX Long Bias Prev, vencedor na categoria renda variável, segue uma estratégia fundamentalista em ações, com sobreposição macro e mandato flexível, permitindo ajustes de exposição e posições em outros mercados. Já o SPX Lancer Prev, terceiro colocado entre os multimercados, adota a estratégia tradicional da casa, com atuação em juros, moedas, ações e commodities, mas com menor volatilidade.
Outro destaque foi o SPX Falcon, segundo colocado entre os melhores fundos de ações. Com cerca de 13 anos de histórico, o fundo é o principal veículo da casa nessa classe e se caracteriza por uma volatilidade abaixo da média da bolsa. “É um fundo long bias, com flexibilidade para reduzir risco, operar vendido e investir fora do Brasil. Ele combina a análise profunda de empresas com o DNA macro da SPX”, explicou Marangoni.
Em um ambiente ainda pressionado por juros altos, a mensagem da gestora é clara: cautela não significa imobilismo. Para atravessar o ciclo atual — e os próximos —, a SPX aposta em portfólios equilibrados, mandatos flexíveis e decisões de investimento menos reféns do ruído de curto prazo.
Confira a seguir a entrevista completa concedida ao InfoMoney em junho
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