O governo dos Estados Unidos avalia investir em projetos de mineração de minerais críticos na Groenlândia operados pela empresa Amaroq, segundo afirmou o CEO da companhia, Eldur Olafsson, em entrevista à CNBC nesta quinta-feira (8). As conversas ocorrem às vésperas de negociações entre autoridades americanas e dinamarquesas sobre o futuro da ilha.
A Amaroq atua no sul da Groenlândia e está envolvida na extração ou exploração de depósitos de ouro, cobre, germânio, gálio e outros minerais considerados estratégicos. De acordo com Olafsson, as discussões com órgãos do governo dos EUA seguem em andamento e ainda não foram finalizadas.
Segundo o executivo, eventuais acordos podem incluir compromissos de compra da produção, apoio à infraestrutura e linhas de crédito, sem detalhar quais projetos despertam maior interesse das autoridades americanas.
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Um porta-voz do Departamento de Estado dos EUA afirmou à CNBC que “os Estados Unidos estão ansiosos para construir relações comerciais duradouras que beneficiem os americanos e o povo da Groenlândia”. O representante acrescentou que o presidente Donald Trump destacou a importância estratégica da ilha para a defesa dos EUA e nomeou o governador Landry como enviado especial para a Groenlândia.
As declarações de Olafsson ocorrem em meio à intensificação do discurso de Trump sobre a possibilidade de aquisição da Groenlândia, considerada por ele relevante para a segurança nacional.
A Casa Branca vê os depósitos minerais da ilha como uma alternativa para reduzir a dependência da China no fornecimento de minerais críticos. Empresas do setor com projetos na Groenlândia registraram alta nas ações após comentários recentes dos EUA sobre o território.
O assessor de comércio da Casa Branca Peter Navarro afirmou para a Bloomberg TV nesta quinta que Pequim vem “flexionando seus músculos” na Europa, na Índia e nos EUA ao sinalizar que pode restringir o acesso a minerais críticos como forma de pressão. Segundo ele, a percepção chinesa de um monopólio nesse setor “é apenas uma questão de tempo”, e a inovação americana seria capaz de “eliminar rapidamente” o que classificou como a “instrumentalização” desses recursos estratégicos, sob o governo Trump.
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