As empresas dos Estados Unidos anunciaram, em janeiro, o maior número de cortes de empregos para esse mês desde o auge da Grande Recessão, em 2009, segundo dados da consultoria de recolocação Challenger, Gray & Christmas Inc.
No mês passado, as companhias anunciaram 108.435 cortes de vagas, um aumento de 118% em relação ao mesmo período do ano anterior. O relatório divulgado nesta quinta-feira também mostrou que as intenções de contratação recuaram 13% na comparação anual, para 5.306 vagas — o nível mais fraco para qualquer janeiro na série histórica da empresa, iniciada em 2009.
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“Em geral, vemos um número elevado de cortes de empregos no primeiro trimestre, mas este é um total alto para janeiro”, disse Andy Challenger, diretor de receitas da companhia. “Isso significa que a maior parte desses planos foi definida no fim de 2025, sinalizando que os empregadores estão menos otimistas em relação às perspectivas para 2026.”
Perda de contratos, condições econômicas e reestruturações foram os três principais motivos para os cortes anunciados no mês passado, de acordo com o relatório.
Quase metade dos cortes de empregos anunciados em janeiro foi concentrada em três empresas: Amazon.com Inc., United Parcel Service Inc. (UPS) e Dow Inc. A Amazon anunciou planos de eliminar 16 mil posições corporativas em um movimento de reestruturação, enquanto a UPS afirmou que deve cortar até 30 mil postos.
A fabricante de produtos químicos Dow pretende eliminar cerca de 4.500 posições, enquanto Peloton Interactive Inc. e Nike Inc. também anunciaram reduções de quadro.
Os números se somam a outros sinais de fragilidade no mercado de trabalho — caracterizado por um número limitado de demissões em geral, mas também por contratações fracas — que têm deixado os consumidores apreensivos. Ao mesmo tempo, formuladores de política do Federal Reserve afirmam que a taxa de desemprego mostra “alguns sinais de estabilização”.
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