Em uma sessão sem notícias de impacto, o dólar oscilou em margens estreitas no Brasil e fechou a terça-feira em leve alta, com investidores ajustando posições após o recuo da véspera, em meio a preocupações com o déficit fiscal dos Estados Unidos.
Dólar Hoje: Confira a cotação e fechamento diário do dólar comercial
Qual a cotação do dólar hoje?
O dólar à vista fechou em leve alta de 0,23%, aos R$5,6677. No mês, a divisa acumula leve baixa de 0,15%.
Às 17h05 na B3 o dólar para junho — atualmente o mais líquido — subia 0,34%, aos R$5,6840.
Dólar comercial
- Compra: R$ 5,667
- Venda: R$ 5,667
Dólar turismo
Venda: R$ 5,693
Compra: R$ 5,873
O que aconteceu com dólar hoje?
Os movimentos do real neste pregão tinham como pano de fundo as variações modestas da divisa dos EUA no exterior, com o dólar perto da estabilidade ante pares fortes, como o euro e o iene, e emergentes, como o peso mexicano e o peso chileno.
Após as quedas acentuadas da moeda dos EUA na véspera, investidores pareciam estar evitando fazer grandes apostas, à medida que aguardam novidades sobre os temas que têm orientado as negociações recentemente, como as negociações comerciais dos EUA e preocupações com a dívida do governo norte-americano.
Sobre o comércio, os mercados aguardam o anúncio de novos acordos tarifários pelo presidente Donald Trump, conforme parceiros dos EUA buscam reduzir de forma permanente as altas tarifas anunciadas em 2 de abril. A maior economia do mundo já alcançou acordo com o Reino Unido e uma trégua com a China.
Em relação à questão fiscal, o foco está em torno das discussões sobre uma legislação tributária no Congresso dos EUA, que, caso aprovada, estenderia os cortes de impostos promulgados por Trump em 2017 e acrescentaria trilhões de dólares à divida do governo.
Na segunda-feira, o rebaixamento da nota de crédito dos EUA que havia sido anunciado pela agência Moody’s na sexta acirrou preocupações com o cenário fiscal da maior economia do mundo, levando agentes financeiros a se desfazerem de algumas posições compradas no dólar.
“A preocupação de que o governo norte-americano e o Congresso não vão buscar reequilibrar suas contas fiscais tem trazido uma certa fuga de ativos norte-americanos, e isso ontem beneficiou praticamente todos os ativos arriscados”, disse Leonel Mattos, analista de Inteligência de Mercado da StoneX.
No Brasil, o dólar à vista fechou em baixa de 0,25%, a R$5,6549, recuando pela segunda sessão consecutiva.
Nesta manhã, o índice do dólar =USD — que mede o desempenho da moeda norte-americana frente a uma cesta de seis divisas — caía 0,04%, a 100,390.
“As coisas estão muito próximas da estabilidade, sem muita movimentação. Me parece uma acomodação depois de ontem, sendo natural que haja espaço para correção em um momento como esse”, disse Matheus Spiess, analista da Empiricus Research.
Na cena doméstica, as atenções se voltarão a possíveis repercussões de um encontro entre o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, e o presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, às 14h.
Haddad disse na segunda que já encaminhou um conjunto de medidas fiscais ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva e que terá uma série de reuniões sobre o tema ao longo da semana.
Já Galípolo fez comentários na véspera que sustentaram os ganhos do real na sessão, defendendo que a autarquia mantenha a taxa de juros em nível restritivo por um tempo mais prolongado do que o usual.
(Com Reuters)
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