O dólar finalizou a terça-feira (23) em forte queda, interrompendo uma sequência de sete altas consecutivas. A moeda caiu 0,95%, a R$ 5,5313, depois de avançar 3,25% nos últimos sete dias úteis. No ano, o dólar sobe 10,48% até agora.
O mercado reagiu positivamente ao cancelamento da entrevista do ex-presidente Jair Bolsonaro ao jornal Metrópoles, em conjunto da repercussão dos dados de inflação no Brasil e do PIB dos Estados Unidos.
O recuo ocorreu ainda que pela manhã o Banco Central tenha vendido ao mercado apenas US$ 500 milhões em duas operações cambiais com oferta total de US$ 2 bilhões.
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Qual a cotação do dólar hoje?
Às 17h05, o dólar à vista caía 0,95%, aos R$ 5,5313 na venda. Às 17h05, o contrato de dólar futuro para janeiro – atualmente o mais líquido no Brasil – cedia 1,08% na B3, aos R$5,5375.
Dólar comercial
- Compra: R$ 5,530
- Venda: R$ 5,531
O que aconteceu com dólar hoje?
Após encerrar a segunda-feira com ganhos de 0,97%, cotado a R$ 5,58 ante ao real, influenciado pelas remessas de juros e dividendos para fora do Brasil, o dólar opera com baixa nesta terça-feira.
O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo-15 (IPCA-15), considerado a prévia da inflação oficial, subiu 0,25 por cento em dezembro, sobre alta de 0,20 por cento no mês anterior, informou o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Pesquisa da Reuters com economistas estimava alta de 0,27 por cento para o período.
No campo político, o Metrópoles informou que o ex-presidente comunicou à coluna de Paulo Cappelli, através de um bilhete escrito à mão afirmando: “Informo que não concederei entrevista nesta data, por questões de saúde”.
Os mercados aguardavam nesta sessão a entrevista, a primeira desde que Bolsonaro foi preso por tentativa de golpe de Estado. Nas últimas semanas, a candidatura do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) à Presidência vem pressionando o real, em meio à leitura de que ele seria menos competitivo que o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), em uma eventual disputa com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
Além disso, o ministro do STF Alexandre de Moraes divulgou nota esclarecendo que encontros com o presidente do Banco Central do Brasil, Gabriel Galípolo, ocorreram no contexto das consequências da aplicação da Lei Magnitsky, sem relação com o caso do Banco Master.
O avanço do mercado foi impulsionado pelos EUA, após o PIB crescer 4,3% no terceiro trimestre de 2025, acima das expectativas e do resultado do trimestre anterior. O dado, o primeiro após o maior shutdown da história do país, reforçou a leitura de um “soft landing” da economia americana e reduziu os temores de uma desaceleração mais forte, influenciando as expectativas para os juros do Federal Reserve.
Segundo Fábio Lemos, sócio da Fatorial Investimentos, os dados mais benignos da atividade nos EUA fortalece a perspectiva de cortes de juros pelo Fed no próximo ano, o que tende a favorecer o fluxo global para mercados emergentes. Nesse contexto, o Brasil se beneficia tanto pelo diferencial de juros reais quanto pelo perfil mais atrelado a commodities, além do fato de o Ibovespa ainda negociar descontado em dólar.
O índice de preços de gastos com consumo (PCE, na sigla em inglês) subiu ao ritmo anualizado de 2,8% no terceiro trimestre nos Estados Unidos. O resultado representa uma aceleração comparado ao avanço registrado no trimestre anterior, de 2,1%.
(Com Reuters e Estadão)
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