Os contratos de dólar futuro (WDOFUT) seguem pressionados por forte fluxo vendedor, acumulando queda de 3,59% em junho e recuo de 8,22% no acumulado de 2025.
A tendência de baixa, que se consolidou a partir do final do ano passado após o ativo atingir a resistência na faixa dos 6.557 pontos, permanece dominante, com o contrato renovando sucessivas mínimas ao longo do ano. A mais recente, nos 5.480 pontos, marca o menor nível de 2025 até o momento — e se transformou em um suporte de alta relevância para os próximos pregões.
O cenário atual é reflexo de fatores técnicos e macroeconômicos que vêm favorecendo a valorização do real frente ao dólar, impulsionando os vendedores no mercado futuro. A dinâmica segue desfavorável para o lado comprador, e o comportamento em torno de níveis relevante deve definir o rumo de curto prazo.
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Dólar: viés negativo consolidado, mas com chance de correção
No gráfico semanal, o dólar futuro segue negociando dentro de um canal de baixa, com topos e fundos descendentes desde o rompimento da linha de tendência de alta em março deste ano. O ativo também se mantém abaixo das médias móveis de 9, 21 e 200 períodos, todas com inclinação negativa, o que reforça o cenário técnico de dominância vendedora.
Mesmo com esse contexto, a semana atual mostra uma leve recuperação, até o fechamento do dia 25, com alta acumulada de 0,63%, sugerindo possível respiro no movimento de queda.
Esse repique pode ganhar fôlego caso o contrato rompa a resistência nos 5.589 pontos, abrindo espaço para testes das médias móveis de curto prazo, localizadas em 5.690 (MM9) e 5.797 pontos (MM21). A superação dessas faixas pode impulsionar os preços em direção a resistências mais distantes, como a região de topos anteriores relevantes entre 6.029 e 6.191 pontos.
Por outro lado, a perda da mínima da semana passada em 5.480 pontos pode acionar uma nova perna de baixa, intensificando o fluxo vendedor com alvos sucessivos nas regiões de suporte técnico em 5.407, 5.278, 5.162 e 5.053 pontos.

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Canal de baixa ainda vigente, mas mercado testa resistências no curto prazo
A perspectiva de curto prazo reforça a complexidade do cenário. No gráfico diário, o dólar futuro (WDOFUT) fechou a última sessão com alta de 0,77%, cotado a 5.562 pontos, e voltou a ser negociado acima da média móvel de 9 períodos. No entanto, o ativo ainda opera abaixo das médias de 21 e 200 períodos, ambas com inclinação negativa, o que mantém o viés vendedor predominante.
O contrato segue dentro de um canal de baixa bem definido, respeitando a linha central do canal como resistência dinâmica. A recente recuperação após o toque na linha inferior (linha de retorno) do canal sugere fôlego para testar resistências mais próximas.
No momento, o ativo está próximo de testar a média móvel de 21 períodos, que coincide com uma região de resistência importante entre 5.611 e 5.631 pontos.
Caso haja o rompimento desse intervalo pode levar o contrato a buscar a próxima resistência em 5.676 a 5.698 pontos, faixa que coincide com a linha central do canal de baixa — uma região com histórico de rejeição. Se concretizando esse rompimento, os compradores ganham fôlego para mirar os topos anteriores em 5.777,5 e 5.834,5 pontos.
Entretanto, se o dólar futuro (WDOFUT) voltar a perder força e romper novamente o suporte dos 5.480 pontos, o sinal técnico será de continuidade da tendência de baixa, com potencial de aceleração do movimento em direção aos suportes de 5.377/5.341 e 5.281/5.237 pontos, que serão os principais alvos no curto prazo.

(Rodrigo Paz é analista técnico)
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