O retorno do feriado prolongado no Brasil foi marcado pela queda firme do dólar ante o real nesta terça-feira, superior a 1%, acompanhando o recuo da moeda norte-americana ante outras divisas de emergentes no exterior, em sessão influenciada ainda por fala dura do presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, em relação à inflação.
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Qual é a cotação do dólar hoje?
O dólar à vista fechou em baixa de 1,37%, aos R$5,7272 — menor cotação desde 4 de abril, quando e encerrou em R$5,6651. No mês, no entanto, a divisa ainda acumula elevação de 0,36%.
Às 17h04 na B3 o dólar para maio — atualmente o mais líquido no Brasil — cedia 1,32%, aos R$5,7360.
Dólar Hoje: Confira a cotação e fechamento diário do dólar comercial
Dólar comercial
- Compra: R$ 5,727
- Venda: R$ 5,727
Dólar turismo
- Compra: R$ 5,802
- Venda: R$ 5,982
O que aconteceu com dólar hoje?
O real ampliou ganhos ante o dólar na sessão de hoje. O movimento ocorre paralelamente a um ensaio de melhora do Ibovespa na esteira da ampliação dos ganhos nas bolsas em Nova York.
Anilson Moretti, da HCI Invest, atribui a queda do dólar à valorização das commodities, impulsionadas por novos estímulos na China.
Investidores seguem atentos às negociações tarifárias, principalmente entre EUA e China, afirma.
Os ataques do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, agora se concentram no Federal Reserve (Fed, o banco central norte-americano) e em seu presidente Jerome Powell, aumentando a pressão por cortes de juros, destaca a fonte. “O foco do mercado está na decisão do Fed em 7 de maio, com expectativas de manutenção da taxa e possível corte em junho, dependendo de dados econômicos.”
A saída de capital estrangeiro da Bolsa brasileira e a falta de fluxo estrangeiro novo limitam a queda do dólar frente ao real.
Além disso, Moretti afirma que a queda dos juros futuros reduz a atratividade do real, o que também acaba limitando o recuo da moeda norte-americana.
No exterior, dólar oscilava em torno das menores cotações em vários anos em relação ao euro e ao franco suíço nesta terça-feira, conforme ataques do presidente Donald Trump ao Federal Reserve levantavam preocupações com a independência do banco central dos EUA.
Analistas disseram que o dólar ficou em um estado especialmente frágil em meio às preocupações do mercado com as tarifas do governo dos EUA, que podem desencadear uma guerra comercial global.
As dúvidas sobre a independência do Fed ameaçam o valor do dólar como moeda de reserva, com os analistas observando possíveis desinvestimentos do que muitos consideram uma exposição excessiva a ativos dos EUA.
(Com Reuters e Estadão)
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