A defesa de Jair Bolsonaro afirmou que adotará medidas legais cabíveis para reverter a decisão do ministro do Supremo Tribunal, Alexandre de Moraes, que negou a transferência do ex-presidente a um hospital particular para a realização de exames após ter batido a cabeça durante uma queda na prisão.
“A defesa está tomando as medidas legais cabíveis e não esmorecerá diante de um estado de coisas que fere de morte o princípio da dignidade da pessoa humana, tão caro na legislação”, disse o advogado Paulo Cunha Bueno.
Para o advogado, a decisão é injustificada e uma violação de direitos, uma vez que um trauma craniano demanda investigação laboratorial e não somente clinica, como ofertado nas dependências da Polícia Federal — onde Bolsonaro se encontra preso desde 22 de novembro.
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O documento foi solicitado por Moraes após pedido da defesa para realização de exames em um hospital particular
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Mais cedo, Moraes rejeitou o pedido da defesa de Bolsonaro para que o ex-presidente fosse levado ao hospital a fim de realizar exames
Em publicação na rede X, Bueno comparou o caso do ex-mandatário ao ex-presidente Fernando Collor de Mello, que cumpre prisão domiciliar pela idade avançada e questões de saúde.
Jair Bolsonaro teve ao menos três pedidos de transferência ao hospital negados por Moraes. A recusa se base em um laudo médico, solicitado à Polícia Federal e que aponta que o ex-presidente teve indícios de ter caído da cama durante a noite, resultante em um traumatismo leve e que, em um primeiro momento, não demanda investigação aprofundada.
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