O Ibovespa encerrou a última sessão em alta moderada, mantendo o movimento de recuperação no curto prazo. O índice avançou 0,45%, aos 182.949 pontos, após oscilar entre a mínima em 181.390 pontos e a máxima em 183.262 pontos. Na semana anterior, o mercado chegou a renovar a máxima histórica na região dos 187.333 pontos, referência central para a leitura atual.
Pelo gráfico diário, observo que o Ibovespa segue acima das médias móveis de 9 e 21 períodos, preservando a tendência de alta. No entanto, o comportamento recente indica um movimento mais lateralizado próximo ao topo, o que sugere consolidação após as altas. Caso supere a última máxima relevante, o índice tende a ganhar novo fôlego para avançar. Ainda assim, o cenário exige cautela diante da possibilidade de correções técnicas. O IFR (14) em 69,20, em zona neutra, mas se aproximando da faixa de sobrecompra.
Para a próxima sessão, a continuidade do movimento altista depende da entrada mais consistente de fluxo comprador para superar a resistência em 185.670 pontos e, posteriormente, a máxima histórica em 187.333 pontos. Acima desses níveis, os alvos projetados passam a ser 190.065 pontos e, em um cenário mais estendido, a região de 192.765/195.460 pontos.
Em contrapartida, a retomada do fluxo de baixa ocorre com a perda da faixa de suporte em 180.088/177.741 pontos, abrindo espaço para testes mais profundos em 174.590/166.467 pontos.
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Gráfico de 60 minutos
No gráfico de 60 minutos, apesar do fechamento em alta, o Ibovespa ainda negocia abaixo das médias de 9 e 21 períodos, o que mantém a necessidade de confirmação do movimento comprador. Para dar sequência à alta da última sessão, o índice precisa superar a região de resistência em 183.480/183.970 pontos.
Do ponto de vista técnico, vale destacar que o gráfico de 60 minutos sinaliza a possibilidade de formação de um padrão de ombro-cabeça-ombro (OCO). A confirmação desse desenho ocorre caso haja o rompimento da região de 180.088 pontos, o que pode desencadear um movimento de baixa mais intenso.
Superada a resistência em 183.480 pontos, os próximos alvos passam a ser 183.970/185.670 pontos, com extensão até a faixa de 186.895/187.333 pontos. Por outro lado, para que o Ibovespa retome o fluxo vendedor, será determinante a perda da faixa de suporte em 181.390/180.088 pontos.
Caso esse rompimento se confirme, o índice tende a buscar 177.741/176.722 pontos, com alvo mais longo na região de 175.268/171.815 pontos.

Minicontratos
O mini-índice (WING26) encerrou a última sessão em alta de 0,22%, aos 183.380 pontos, mantendo o movimento de recuperação no curto prazo.
O mini-índice voltou a fechar no positivo, sustentado acima das médias curtas no intraday, mas ainda enfrenta resistência relevante. No gráfico de 15 minutos, o mercado tem como referência imediata o suporte em 183.120/182.615 e a resistência em 183.735/184.115, faixas que devem orientar a direção do pregão.
Já no gráfico de 60 minutos, o ativo fechou em alta e opera acima das médias de curto prazo, sinalizando viés construtivo, embora ainda dependa de volume para confirmação.

O minidólar (WDOH26) encerrou a última sessão em queda de 1,09%, aos 5.240,5 pontos, reforçando o movimento negativo no curto prazo.
O contrato voltou a ceder com força e segue pressionado, exigindo atenção redobrada às faixas de suporte. No gráfico de 15 minutos, o primeiro suporte está em 5.235/5.228, enquanto a primeira resistência aparece em 5.247,5/5.260,5.
Já no gráfico de 60 minutos, observo a manutenção do viés baixista, com o preço abaixo das médias de 9 e 21 períodos, o que mantém o cenário mais defensivo no curtíssimo prazo.

Após uma sequência de sessões marcadas por forte pressão vendedora, acompanhei uma reação expressiva no futuro de Bitcoin (BITG26), com vencimento em fevereiro. O contrato encerrou o último pregão em alta de 9,18%, aos 370.060 pontos, em um movimento de repique técnico que devolveu parte das perdas recentes, mas que ainda não altera, por si só, a estrutura predominante de baixa.
Pelo gráfico diário, o fechamento positivo reflete uma recuperação após as fortes baixas recentes, típica de um mercado que vinha excessivamente pressionado. Apesar da alta, o ativo ainda carrega os efeitos do forte movimento vendedor anterior, que promoveu o rompimento de importantes faixas de suporte. O contrato segue abaixo das médias móveis de 9 e 21 períodos, com afastamento relevante, mantendo a caracterização de um movimento esticado de baixa. O IFR (14) subiu para 27,86, permanecendo em zona de sobrevenda, o que sustenta a leitura de continuidade do repique comprador no curto prazo, ainda dentro de uma tendência principal baixista.
Sob a ótica operacional, a retomada do fluxo de baixa passa pela perda da região de 331.120/319.630, abrindo espaço para novas extensões até 294.980/278.290, com alvos mais distantes em 262.365/250.445.
Por outro lado, a continuidade do movimento de recuperação exigirá a superação da resistência em 375.500/381.660; acima dessa faixa, o mercado pode buscar 402.720/421.920, com projeções estendidas para 433.580/451.240.

Suporte e resistência
Confira, agora, os principais pontos de suporte e resistência para os minicontratos de dólar e de índice para esta segunda-feira (09).

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