A Dasa (DASA3) iniciou o ano de 2026 com a venda integral do Hospital São Domingos, no Maranhão, por R$ 1,2 bilhão. A operação dividiu opiniões no mercado, com as ações oscilando desde o início do dia.
As ações abriram em alta, batendo R$ 4,77 no início da manhã. Por volta da 10h30 (horário de Brasília), o movimento se inverteu e os papéis caíram, atingindo a mínima de R$ 4,34. Já às 13h15, os papéis operavam estáveis, a R$ 4,54.
Junto com o hospital, a operação também incluiu a venda dos ativos imobiliários e toda a plataforma do hospital, contando com a Neuro Imagens. Todo o montante representa 21% do valor de mercado da empresa.
Para os analistas do Goldman Sachs, a estratégia foi positiva e reforçou o foco da companhia em seu negócio principal de diagnósticos e na simplificação do portfólio para este ano. A operação também foi bem vista pelo banco pelo possível alívio aos caixas da companhia já que, de acordo com o banco, a contribuição do hospital ser irrelevante para o Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciações e amortizações) da empresa.
Apesar de manter a recomendação neutra, o BTG Pactual também aprovou a transação, como um reforço no desinvestimento de ativos e redução da alavancagem pela companhia. A recomendação levou em consideração os riscos para a execução associados ao processo de reestruturação da Dasa.
O posicionamento foi reafirmado pelo Bradesco BBI, que também segue com recomendação neutra. Conforme os analistas, apesar dos esforços para diminuir a alavancagem, a venda deve ter impacto pequeno na redução. De acordo com o banco, a alavancagem deve cair apenas 0,1 vez.
O hospital foi adquirido em 2021 por cerca de R$ 2 bilhões, um valor superior ao da venda atual. O pagamento ocorreu quase integralmente em caixa (R$ 1,1 bilhão já foi pago), com os R$ 100 milhões restantes sendo entregues em parcelas até 2031, corrigidas pelo CDI.
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