Após subir cerca de 20% em apenas 4 sessões, de olho em estímulos para o setor petroquímico, as ações da Braskem (BRKM5) desabam cerca de 10% nesta quinta-feira (12). Às 14h43 (horário de Brasília), os papéis caíam 9,97%, a R$ 9,75, para depois terem a negociação interrompida por conta de fato relevante; já às 16h26, os papéis caíam 10,80%, a R$ 9,66.
O movimento ocorreu após as notícias de que a Braskem foi a responsável pelo calote de R$ 3,6 bilhões que uma única empresa deu no Banco do Brasil (BBAS3) no quarto trimestre do ano passado, segundo Broadcast e a Folha de S. Paulo.
Conforme aponta a Folha, a operação de crédito que estava inadimplente, porém, foi regularizada em janeiro deste ano, segundo apurou à coluna Painel pessoas do banco a par do assunto.
O BB informou que, no caso da carteira de pessoas jurídicas, o indicador de inadimplência atingiu 3,75%, impactado sobretudo por um caso específico na carteira de TVM (títulos e valores mobiliários) no valor de R$ 3,6 bilhões. O banco não revelou no documento, porém, qual foi a companhia.
O BB instituição financeira não comentou e a Braskem também não retornou ainda com um posicionamento.
Ainda nesta tarde, a Braskem confirmou a decisão da Petrobras (PETR3;PETR4) de não exercer direito de preferência em potencial venda da petroquímica.
Mais cedo, a própria Petrobras afirmou que não exercerá seus direitos de preferência e tag along previstos no acordo de acionistas da Braskem na potencial venda das ações da petroquímica detidas pela Novonor para o Shine Fundo de Investimento em Direitos Creditórios de Responsabilidade Limitada (FIDC).
Segundo fato relevante divulgado nesta quinta-feira, a decisão foi tomada em reunião na véspera do conselho de administração da estatal, que autorizou a diretoria executiva a adotar as medidas necessárias à implementação da decisão.
(com Reuters)
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