O Brasil fechou 2025 com recorde histórico de exportações para o Canadá: US$ 7,25 bilhões, alta de 15% em relação a 2024. Dados do Quick Trade Facts (QTF), estudo elaborado pela Câmara de Comércio Brasil-Canadá (CCBC), mostram que as vendas brasileiras ao mercado canadense atingiram o maior valor já registrado na série histórica anual do ranking da Câmara, iniciada em 2018.
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As importações brasileiras de produtos canadenses também avançaram, com alta de 13%, para US$ 3,14 bilhões. Com isso, o saldo da balança comercial ficou positivo em US$ 4,11 bilhões, o maior já apurado entre os dois países. A corrente de comércio (exportações + importações) cresceu 14% no ano.
A participação do Canadá nas exportações totais do Brasil subiu de 1,9% em 2024 para 2,1% em 2025, enquanto a fatia canadense nas importações brasileiras também aumentou, de 1,06% para 1,12% — sinal de fortalecimento da relação bilateral em um ano marcado por incertezas no comércio internacional, impostas pelo “tarifaço” dos Estados Unidos.
Novo recorde absoluto
Do lado das exportações, o resultado de 2025 foi impulsionado pelo forte desempenho de produtos da extração mineral, como ouro, ferro e níquel; do agronegócio, com destaque para café verde e carnes bovina e suína; além de itens da indústria de transformação.
Mesmo com retração em segmentos como aeronaves, açúcar e alumina, os avanços em ouro, café e proteínas animais foram determinantes para o novo recorde. O setor de proteínas animais, inclusive, sofreu nas últimas semanas após a imposição de tarifas pela China, um dos maiores mercados da carne brasileira.
O principal produto exportado pelo Brasil ao Canadá é o bulhão dourado — ou seja, ouro em forma bruta, não refinado ou industrializado. O item respondeu por US$ 1,35 bilhão das exportações no primeiro semestre, ante mais de US$ 765 milhões no mesmo período de 2024, segundo o estudo.
As exportações brasileiras ao Canadá superaram em mais de US$ 900 milhões o recorde anterior, registrado em 2024, confirmando a aceleração do intercâmbio comercial entre os dois países.
“Os números de 2025 mostram que o Brasil consolidou e ampliou sua presença no mercado canadense; o avanço expressivo em ouro, café e carnes evidencia a competitividade da pauta exportadora brasileira, mesmo em um cenário de incertezas econômicas”, afirma Hilton Nascimento, diretor-presidente da CCBC.
Confira os principais produtos exportados:
| Item | Jan-Dez 2025 Valor (US$) | Variação Jan-Dez 2025/2024 | Share do Total Exportado | Jan-Dez 2024 Valor (US$) |
| Bulhão dourado, em formas brutas, para uso não monetário | 3.141.539.942 | 74% | 43,3% | 1.804.468.682 |
| Alumina calcinada | 1.509.169.285 | -7% | 20,8% | 1.617.871.889 |
| Outros açúcares de cana | 483.765.174 | -25% | 6,7% | 648.644.425 |
| Café não torrado, não descafeinado, em grão | 336.680.016 | 46% | 4,6% | 231.096.351 |
| Outros aviões e outros veículos aéreos, de peso superior a 15.000 kg, vazios | 222.746.528 | -52% | 3,1% | 467.923.297 |
| Ouro em barras, fios e perfis de seção maciça | 107.012.389 | 214% | 1,5% | 34.078.199 |
| Bauxita não calcinada (minério de alumínio) | 78.029.046 | 6% | 1,1% | 73.460.916 |
| Minérios de níquel e seus concentrados | 62.271.390 | 77% | 0,9% | 35.163.287 |
| Carnes desossadas de bovino, congeladas | 60.542.675 | 189% | 0,8% | 20.927.965 |
| Outros niveladores | 56.942.598 | -14% | 0,8% | 66.073.374 |
| Coque de petróleo calcinado | 52.020.510 | 75% | 0,7% | 29.727.301 |
| Outros carregadores e pás carregadoras, de carregamento frontal | 51.083.455 | 6% | 0,7% | 48.390.242 |
| Outras carnes de suíno, congeladas | 40.901.266 | 58% | 0,6% | 25.933.548 |
| Café solúvel, mesmo descafeinado | 37.044.972 | 10% | 0,5% | 33.541.976 |
| Manteiga, gordura e óleo, de cacau | 33.339.611 | 163% | 0,5% | 12.657.620 |
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