A prisão do ex-diretor-geral da Polícia Rodoviária Federal Silvinei Vasques, nesta sexta-feira (26), no Aeroporto Internacional Silvio Pettirossi, em Assunção, acrescentou um novo episódio à sequência de descumprimento de medidas cautelares e suspeitas de fuga envolvendo condenados pela trama golpista de 2022.
Silvinei foi detido ao tentar embarcar para El Salvador após romper a tornozeleira eletrônica e deixar o Brasil sem autorização judicial. Segundo a Polícia Federal, o equipamento de monitoramento parou de transmitir sinal na madrugada do dia 25, data em que agentes foram ao endereço do ex-diretor, em Santa Catarina, sem localizá-lo.
Alertas foram disparados a países vizinhos, o que levou à abordagem no Paraguai. Ele portava um passaporte paraguaio que não correspondia à sua identidade. O ministro Alexandre de Moraes decretou a prisão preventiva, apontando risco concreto de fuga e violação deliberada das cautelares.
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Outros casos
O caso se soma a outros dois episódios citados pelo Supremo como indicativos de um padrão de evasão entre réus e condenados da trama. Um deles envolve Alexandre Ramagem, que deixou o país e permanece nos Estados Unidos. Ramagem é investigado por participação no núcleo político-operacional do plano golpista e passou a ser tratado como foragido após não retornar ao Brasil nem cumprir determinações judiciais.
No caso do ex-presidente Jair Bolsonaro, Moraes determinou a prisão preventiva após concluir que houve violação das medidas cautelares impostas. Além do descumprimento relacionado ao monitoramento eletrônico, o ministro citou a convocação, por parte de seus filhos, de uma suposta vigília em frente à residência do ex-presidente.
Na avaliação do magistrado, o movimento teria caráter beligerante e poderia facilitar uma tentativa de fuga, reforçando a necessidade da medida extrema para garantir a aplicação da lei penal.
Com a prisão de Silvinei, o Supremo reforça o entendimento de que qualquer descumprimento de cautelares no âmbito da trama golpista será tratado como indicativo imediato de risco. Dos três casos mais emblemáticos, apenas Ramagem conseguiu deixar o país sem ser interceptado; Bolsonaro e Silvinei tiveram a liberdade restringida após avaliação direta do STF.
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