O ex-presidente Jair Bolsonaro chegou nesta quarta-feira (7) ao hospital DF Star, em Brasília, para a realização de exames após sofrer uma queda dentro da Superintendência da Polícia Federal, onde cumpre pena. A ida ao hospital foi autorizada pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, após pedido da defesa e a apresentação de laudos médicos.
Bolsonaro será submetido a tomografia computadorizada e ressonância magnética do crânio, além de um eletroencefalograma, exame que avalia a atividade elétrica do cérebro. Moraes determinou que o transporte e a segurança do ex-presidente fossem realizados pela Polícia Federal, de forma discreta, com desembarque pela garagem do hospital.
A defesa havia solicitado o encaminhamento ao hospital ainda na terça-feira, após Bolsonaro passar mal durante a madrugada, cair e bater a cabeça. No entanto, Moraes avaliou inicialmente que não havia “necessidade de remoção imediata” e condicionou a autorização à apresentação de um relatório médico da PF e à especificação dos exames considerados necessários.
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Moraes autoriza transferência de Bolsonaro ao hospital para exames neurológicos
Ex-presidente caiu na cela da PF, teve diagnóstico inicial de traumatismo craniano leve e fará tomografia, ressonância e eletroencefalograma no DF Star, sob escolta policial
Documento elaborado pela Polícia Federal apontou que Bolsonaro apresentava uma “lesão superficial cortante” no rosto e no pé esquerdo, mas estava consciente, orientado e sem sinais de déficit neurológico. Segundo o relatório, ele tinha motricidade e sensibilidade preservadas nos membros e apresentou apenas leve desequilíbrio ao ficar em pé.
Apesar do laudo da corporação, a equipe médica do ex-presidente avaliou a necessidade de exames complementares. O cirurgião Cláudio Birolini afirmou que quedas com traumatismo representam uma das principais preocupações diante da condição clínica de Bolsonaro, risco que, segundo ele, já havia sido previamente alertado. O cardiologista Brasil Ramos Caiado também participou da avaliação antes do deslocamento ao hospital.
A queda foi divulgada inicialmente pela ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro, que relatou que o ex-presidente teve uma crise de soluços enquanto dormia, perdeu o equilíbrio e bateu a cabeça em um móvel. Desde o retorno à custódia da Polícia Federal, no dia 1º de janeiro, aliados vinham relatando evolução clínica considerada positiva, embora pessoas próximas afirmem que Bolsonaro se queixava de dificuldades para dormir.
Bolsonaro está preso desde o fim de novembro na Superintendência da Polícia Federal em Brasília, onde cumpre pena de 27 anos e três meses, imposta pelo STF por envolvimento na tentativa de golpe de Estado.
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