Ata do Fed, Caged, Petrobras e mais destaques do mercado na última sessão de 2025

O mercado brasileiro chega à sua última sessão de 2025 nesta terça-feira com promessa de mais mais um pregão de baixa liquidez, e com agentes à espera da ata da reunião do Fed, às 16h. A expectativa é que o documento traga sinais sobre a trajetória futura dos juros americanos.

A China também divulga os PMIs compostos e da indústria, importantes para avaliar o ritmo da segunda maior economia do mundo. Ainda na terça, o Chile informa sua taxa de desemprego.

No Brasil, o mercado espera o dado do Caged de novembro e observa mais uma vez a Petrobras (PETR3; PETR4), após ações subirem na véspera na esteira das tensões EUA-Venezuela e a falta de acordo de paz entre Rússia e Ucrânia, que impulsionaram o petróleo.

Apesar disso, o Ibovespa fez uma pausa nas altas e fechou com leve perda de 0,25%, aos 160.490,30 pontos. Pesou a queda na Vale, que recuou em ajuste atribuído a uma realização de lucros no papel, que ainda sobe mais de 12% no mês e quase 50% no ano.

“O Ibovespa teve menor liquidez como era esperado para o fim de ano, e foi puxado para baixo pela correção em Vale, esperada, que vem de um trimestre muito bom”, diz Guilherme Falcão, sócio da One Investimentos.

O que vai mexer com o mercado nesta terça

Agenda

Brasil:

  • 08:00 – Confiança serviços (Dezembro) – Previsão: não informada
  • 08:30 – Primário setor público (Novembro) – Previsão: -R$14,0 bi
  • 09:00 – Desemprego (Novembro) – Previsão: 5,4%
  • 14:00 – Caged (Novembro) – Previsão: +75.000
  • 14:00 – Dívida pública (Novembro) – Previsão: não informada

Estados Unidos (EUA):

16:00 – Ata do Fomc (Dezembro) – Previsão: não informada

INTERNACIONAL

Cisjordânia

 O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, disse nesta segunda-feira que ele e o primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, não concordavam totalmente com a questão da Cisjordânia ocupada por Israel, mas o líder republicano não explicou qual era a discordância.

Em um briefing após uma reunião com Netanyahu em sua propriedade em Mar-a-Lago, na Flórida, Trump foi questionado se ele tinha uma mensagem para Netanyahu sobre a Cisjordânia e se ele estava preocupado que a violência dos colonos na Cisjordânia pudesse prejudicar a paz.

Resposta russa

A Rússia responderá ao que disse ter sido uma tentativa de ataque ucraniano à residência do presidente Vladimir Putin, afirmou a agência de notícias estatal Tass, citando a porta-voz do Ministério das Relações Exteriores, Maria Zakharova, na terça-feira (horário local).

“Haverá uma resposta para isso”, disse Zakharova à emissora pública da Rússia, segundo a Tass.

Trump x Powell

 O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, renovou nesta segunda-feira sua ameaça de mover uma ação judicial contra o chair do Federal Reserve, Jerome Powell, pelo que ele chamou de “incompetência grosseira” relacionada à gestão de Powell das reformas na sede do Fed em Washington.

Falando a repórteres na Flórida, Trump também disse que planeja anunciar sua escolha para o próximo chair do Fed em janeiro.

Alta do petróleo

Os preços do petróleo subiram mais de US$1 por barril nesta segunda-feira, com a Rússia acusando a Ucrânia de atacar a residência do presidente Vladimir Putin, enquanto os comerciantes se prepararam para possíveis interrupções no fornecimento no Oriente Médio, devido ao aumento das tensões no Iêmen.

Os contratos futuros do petróleo Brent subiram US$1,30, ou 2,1%, para fechar a US$61,94 por barril. O petróleo West Texas Intermediate dos Estados Unidos subiu US$1,34, ou 2,4%, para fechar a US$58,08.

BRASIL

Cirurgia de Bolsonaro

 O ex-presidente Jair Bolsonaro vai ficar internado até 1º de janeiro se não houver novas intercorrências de saúde, informou nesta segunda-feira um dos médicos da equipe que cuida do ex-chefe do Executivo, após ele passar por um segundo procedimento para tratar soluços persistentes.

O médico Cláudio Birolini disse também que Bolsonaro tem uma apneia de sono severa, com padrão obstrutivo, e que terá de usar um equipamento para atenuar este padrão. Outro médico da equipe, Brasil Caiado, disse que o quadro do ex-presidente é estável, mas ressaltou que a equipe está pronta para intervir em caso de qualquer intercorrência.

Correios

O presidente dos Correios, Emmanoel Rondon, apresentou nesta segunda-feira um plano de reestruturação para a estatal deficitária, incluindo a captação de R$12 bilhões, além de demissões, fechamento de unidades de atendimento e venda de imóveis, entre outras medidas.    

De acordo com a estatal, um diagnóstico identificou déficit estrutural superior a R$4 bilhões anuais, patrimônio líquido negativo de R$10,4 bilhões e prejuízo acumulado de R$6,057 bilhões até setembro de 2025, além da queda acentuada nos indicadores de qualidade e liquidez.

Déficit primário

O governo central registrou um déficit primário de R$20,172 bilhões em novembro, informou o Tesouro Nacional nesta segunda-feira, prevendo que no último mês do ano o saldo será superavitário, assegurando o cumprimento da meta fiscal de 2025.

Economistas projetavam um rombo menor para o mês, de R$13,5 bilhões, segundo pesquisa da Reuters

(Com Agência Brasil, Reuters, O Globo e Estadão Conteúdo)

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