Ações da Copasa (CSMG3) fecham em alta após revisão tarifária e privatização no radar

A Agência Reguladora de Serviços de Abastecimento de Água e de Esgotamento Sanitário de Minas Gerais (ARSAE-MG) divulgou os números regulatórios finais do processo de renegociação tarifária da Copasa (CSMG3), que impactará as tarifas de 2026.

Durante a tarde, os papéis da companhia chegaram a atingir quase 4% de alta, a R$ 44,57, mas desaceleraram. As ações fecharam o pregão com +2,56%, a R$ 43,97.

Para o Itaú BBA, o principal avanço foi a aprovação da mudança na metodologia do WACC (custo médio ponderado de capital, na sigla em inglês), que passa a definir uma remuneração regulatória bruta de impostos. Esse era um marco aguardado pelo mercado, pois permite à empresa capturar os benefícios fiscais do JCP (juros sobre o capital).

Segundo o BBA, a alteração aumenta a eficiência da remuneração do capital e sustenta a criação de valor ao longo do ciclo tarifário. Além disso, a companhia anunciou um novo plano plurianual de investimentos, o capex (despesas de capital), para o período de 2026 a 2030, totalizando R$ 21 bilhões, acima das expectativas.

Com a incorporação desses números, o banco estima um potencial de valorização de cerca de 10% em relação ao preço-alvo.

O Itaú reiterou recomendação equivalente à compra, com preço-alvo de R$ 43,23.

Copasa maximiza valor com revisão tarifária positiva

O Bradesco BBI, por sua vez, ressalta que a Copasa está a caminho da privatização e a obtenção de uma revisão tarifária justa/técnica é um dos marcos críticos para maximizar o valor da empresa antes da privatização.

Analistas do banco esperam que o Governo de Minas Gerais venda uma participação de aproximadamente 45% da Copasa, mantendo cerca de 5%. “Analisando a revisão resultante, em nossa opinião, esse objetivo foi alcançado.”

O BBI manteve recomendação neutra para CSMG3, com um preço-alvo de R$ 56,0 por ação para o final de 2026, observando que seu modelo e projeções já refletem as melhorias confirmadas pela revisão tarifária.

Em relação à curva de compartilhamento de eficiência de despesas operacionais ainda pendente, o Bradesco BBI afirma que modelou o cenário com base na proposta apresentada pela Copasa à ARSAE em agosto.

Na avaliação do banco, a expectativa é de que a curva seja confirmada em breve como parte do novo acordo de concessão de Belo Horizonte. De forma geral, o BBI não prevê mudanças relevantes em suas estimativas.

Quanto à tese de investimento, o Bradesco BBI mantém uma visão positiva para a Copasa e avalia que a assinatura do acordo de concessão de Belo Horizonte nas próximas semanas deve representar a última grande redução de risco antes do processo de privatização, previsto para abril de 2026.

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