As ações de empresas petrolíferas dos Estados Unidos avançaram no pré-mercado nesta segunda-feira, após o presidente Donald Trump afirmar que os EUA planejam “administrar” a Venezuela depois de capturar Nicolás Maduro no fim de semana.
Os papéis da Chevron, a única grande petroleira americana que atualmente opera no país sul-americano sob autorização especial do governo dos EUA, chegaram a subir até 10%. ConocoPhillips e Exxon Mobil também registraram alta.
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A Chevron, que permaneceu na Venezuela após a nacionalização de ativos estrangeiros de petróleo no início dos anos 2000, é a mais bem posicionada entre as gigantes globais do setor para se beneficiar imediatamente de um maior controle dos EUA sobre as maiores reservas de petróleo do mundo. A ConocoPhillips tem a receber mais de US$ 8 bilhões da Venezuela, e a Exxon ainda tem cerca de US$ 1 bilhão a receber, decorrentes da nacionalização de seus ativos no país no começo dos anos 2000, segundo decisões de árbitros internacionais.
Ainda não está claro o quanto as petroleiras globais estariam dispostas a investir volumes significativos de capital em um país administrado por um governo temporário apoiado pelos EUA, sem regras legais e fiscais estabelecidas.
A ConocoPhillips afirmou no fim de semana que é prematuro especular sobre futuras atividades comerciais. Em 2024, a empresa americana, que já dominou a produção na Venezuela, recebeu uma série de licenças do governo dos EUA que a colocaram em melhor posição para recuperar parte ou a totalidade das perdas decorrentes da apreensão de ativos no país.
A Exxon analisaria qualquer oportunidade potencial na Venezuela, mas adotaria cautela, já que seus ativos no país foram expropriados no passado, disse o presidente-executivo Darren Woods em entrevista concedida em novembro.
No caso da Chevron, que detém uma licença dos EUA para perfurar e exportar petróleo do país sancionado, as operações seguem na Venezuela, com a empresa continuando a embarcar petróleo mesmo após o governo Trump lançar um bloqueio marítimo parcial.
Analistas e operadores afirmam que podem ser necessários anos para que a infraestrutura crítica seja totalmente reparada e para que o petróleo volte a fluir livremente a partir da Venezuela, que atualmente responde por menos de 1% da oferta global, apesar de deter as maiores reservas do mundo.
©️2026 Bloomberg L.P.
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