Ação da Vale sobe apenas 0,25% em 2025 e não consegue atrair comprador; e agora?

Logo da Vale (REUTERS/Washington Alves)

As ações da Vale (VALE3) continuam enfrentando dificuldades para sustentar movimentos de alta, refletindo um cenário técnico ainda fragilizado. Após atingir a região de R$ 80,81 no início de 2023, o papel entrou em uma trajetória descendente, respeitando uma linha de tendência de baixa (LTB) no gráfico semanal.

Mesmo com repiques pontuais, como a valorização de 0,88% na última sessão, a estrutura gráfica aponta que o ativo segue negociando abaixo de níveis-chave, tanto no curto quanto no médio prazo. Em 2025, o desempenho acumulado é tímido, com alta de apenas 0,25%, o que evidencia a dificuldade de atrair fluxo comprador consistente.

Para entender até onde o preço das ações da Vale podem ir, confira a análise técnica completa e os principais pontos de suporte e resistência.

Análise técnica da Vale

No gráfico diário, VALE3 segue oscilando dentro de um movimento lateral, mas com viés de baixa, negociando abaixo das médias móveis de 9, 21 e 200 períodos — o que reforça o predomínio de vendedores no curto prazo.

O papel tenta se sustentar sobre a faixa de suporte em R$ 52,05, mínima da semana passada. Caso perca esse nível, há espaço para acelerar as quedas, mirando inicialmente o suporte em R$ 48,77, que é também a mínima do ano. Abaixo disso, os próximos suportes estão em R$ 46,58, R$ 43,88 e R$ 41,20, este último como um alvo mais amplo dentro do ciclo de baixa.

Para inverter esse cenário e ganhar tração compradora, seria necessário romper com firmeza a região das médias e superar resistências em R$ 53,42 e R$ 54,92. Acima dessas faixas, os alvos se expandem para R$ 55,69, R$ 58,45, R$ 60,00, R$ 62,42 e, mais adiante, R$ 64,00. No entanto, tal movimento depende de entrada relevante de fluxo comprador, o que ainda não se confirmou até o momento.

Fonte: Nelogica. Gráfico diário. Elaboração: Rodrigo Paz

Confira nossas análises:

Análise de médio prazo

No gráfico semanal, a tendência de VALE3 é de baixa desde o topo registrado em R$ 80,81, em 2023. Desde então, o ativo respeita uma linha de tendência de baixa (LTB), com topos descendentes e sem força para retomar patamares mais altos. O movimento das últimas semanas mostra uma consolidação lateral, mas dentro de um contexto mais amplo de enfraquecimento.

A perda das mínimas recentes — especialmente da faixa entre R$ 52,05 e R$ 50,75 — reforça a continuidade da tendência de queda. Abaixo disso, os suportes seguintes permanecem em R$ 48,77, R$ 46,58, R$ 43,88, R$ 39,40 e, mais adiante, em R$ 36,70, este último marcando um ponto-chave de inflexão de longo prazo.

Por outro lado, para que o ativo sinalize uma retomada mais consistente, seria necessário um rompimento da resistência entre R$ 53,53 e R$ 55,69, com volume expressivo. Acima dessa faixa, os próximos objetivos se localizam em R$ 58,45 (máxima de 2025), R$ 60,19 (média de 200 períodos), R$ 62,41, R$ 69,36 e R$ 71,38.

O IFR(14) no semanal está em 45,71, apontando uma zona de neutralidade técnica — sem sinal claro de sobrecompra ou sobrevenda, o que sugere que o papel pode ainda oscilar dentro da atual faixa antes de definir direção.

Fonte: Nelogica. Gráfico semanal. Elaboração: Rodrigo Paz

Suportes e resistências da VALE3

Suportes:

  1. R$ 52,05 – R$ 50,75 – Faixa de suporte imediato. Perda pode acelerar movimento de baixa no curto prazo.
  2. R$ 48,77 – Mínima de 2025 até o momento; ponto técnico importante que pode tentar segurar nova onda vendedora.
  3. R$ 46,58 – Suporte relevante que coincide com fundo anterior.
  4. R$ 43,88 – Região de suporte intermediário; rompimento pode ampliar a pressão vendedora.
  5. R$ 41,20 – Suporte mais longo, possível alvo em caso de renovação das mínimas.
  6. R$ 39,40 – Faixa de suporte no gráfico semanal; ponto de atenção caso o ciclo de baixa se intensifique.
  7. R$ 36,70 – Suporte extremo; último nível relevante antes de zonas de preço mais distantes.

Resistências:

  1. R$ 53,42 – R$ 54,92 – Faixa de resistência de curto prazo.
  2. R$ 55,69 – Resistência intermediária; precisa romper para ganhar fôlego comprador.
  3. R$ 58,45 – Máxima de 2025; rompimento pode sinalizar mudança de tendência.
  4. R$ 60,00 – R$ 60,19 – Região da média de 200 períodos; resistência relevante no gráfico semanal.
  5. R$ 62,41 – Alvo de médio prazo.
  6. R$ 64,00 – Resistência projetada caso o papel consolide movimento de alta.
  7. R$ 69,36 – Topo anterior e ponto técnico importante para o longo prazo.
  8. R$ 71,38 – Resistência de ciclo; última barreira antes da região dos R$ 80.

(Rodrigo Paz é analista técnico)

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