As bolsas de Nova York fecharam em baixa nesta quinta-feira, 12, com renovadas pressões causadas pelos desdobramentos da inteligência artificial (IA), o que impactou especialmente ações ligadas à tecnologia. A temporada de balanços seguiu no foco.
Investidores operaram ainda com expectativa pela divulgação de sexta do índice de preços ao consumidor (CPI, na sigla em inglês) americano em janeiro, que poderá dar indicações sobre os próximos passos do Federal Reserve (Fed).
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O Dow Jones recuou 1,34%, aos 49.451,98 pontos. Já o S&P 500 caiu 1,57% aos 6.832,76 pontos e o Nasdaq cedeu 2,05%, aos 22.597,15 pontos.
A Cisco foi uma destaque entre as ações em queda, recuando 12,32% após publicação de resultados que mostraram que o forte crescimento do segmento de hardware, a maior participação em serviços de nuvem e o aumento de 400% em relação ao ano anterior nos preços da memória estão pressionando as margens brutas para baixo, de acordo com o Bank of America.
Ações do setor imobiliário despencaram, prosseguindo movimento de queda de ontem. Segundo a analista-sênior do Swissquote, Ipek Ozkardeskaya, as companhias “entraram na onda do pânico, apesar de nenhuma notícia importante ter desencadeado a queda – apenas alguns analistas alertando que a IA poderia impactar negativamente o emprego e, eventualmente, a demanda por imóveis comerciais”. CBRE recuou 8,84% e Jones Lang LaSalle caía 7,62% recuaram.
As ações do setor bancário também tiveram quedas, com Morgan Stanley cedendo 4,88%, enquanto o Citi recuou 5,32%, o JPMorgan 2,66%, o Goldman Sachs 4,25% e o Bank of America 2,51%.
Por outro lado, as montadoras subiram após o governo de Donald Trump revogar a base legal das normas climáticas que visavam o combate às emissões de gases de efeito estufa. As ações da Ford subiram 1,08% e as da GM ganharam 0,14%. Em direção oposta, a fabricante de carros elétricos Tesla cedeu 2,62.
Na visão da Capital Economics, os lucros do setor tecnológico parecem estar a caminho de crescer mais de 20% novamente este ano, o que é mais que o dobro do que os setores não tecnológicos alcançaram em 2025. “Nossa impressão continua sendo que uma reversão sustentada do desempenho superior do setor tecnológico exigiria uma grande queda no próprio setor, e não apenas uma melhora em outros setores”, avalia.
Para sexta, no CPI, a mediana das estimativas coletadas pelo Projeções Broadcast, sistema de notícias em tempo real do Grupo Estado, aponta alta de 0,3% no índice na comparação mensal. Em 12 meses, a previsão é de avanço de 2,5%, abaixo dos 2,7% registrados em dezembro.
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