O Banco do Brasil (BBAS3) divulgou seus dados financeiros do quarto trimestre de 2025, superando expectativa de analistas, mas ainda com qualidade duvidosa em ativos. Em coletiva sobre os resultados apresentados, o diretor financeiro da companhia, Geovanne Tobias, afirmou que a situação de capital é confortável, mas não permite falar em dividendos extraordinários nos próximos anos.
“Ainda estamos olhando de forma muito cautelosa a recuperação do agro e a cobrança do banco sobre essas dívidas”, afirma Tobias. Em sua visão, é prematuro nesse momento falar em dividendos extraordinários, já que a companhia ainda entende como trazer rentabilidade para o patamar que seria considerado o ideal para o BB.
Após a superação dessa fase que viria o momento para entender se haverá ou não uma distribuição extraordinária.
O executivo relembrou a mudança de payout (dividendo como porcentagem do lucro) para 30%, anunciada em meados de janeiro deste ano. O banco disse que o payout será via juros sobre capital próprio (JCP) e/ou dividendos, em fato relevante sobre o tema, divulgado em 19 de janeiro.
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“Para os próximos 3 anos, estamos em uma situação de capital confortável mas que ainda não nos permite falar em dividendos extraordinários, ainda com a política de dividendos com payout de 30%”, afirma o CFO.
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