Resultado da Heineken reforça cautela com setor e BBI reitera visão neutra para Ambev

Ambev

A Heineken divulgou os resultados para o ano de 2025, com lucro de 4 bilhões de euros. Mesmo com o crescimento de 4,4% em relação ao ano anterior, a leitura do balanço não foi positiva. No Brasil, a empresa sofreu uma queda nas receitas orgânicas e nos volumes de vendas de cerveja para supermercados, atribuídos a um setor mais fraco. De acordo com os analistas, os resultados demonstram uma possível contração também no 4º trimestre.

De acordo o Bradesco BBI, os resultados não trouxeram elementos o suficiente para alterar o posicionamento cauteloso do banco sobre a indústria de cerveja no Brasil. Com esse cenário indicado pelos resultados da Heineken, os analistas também acreditam que as estimativas para a Ambev no 4º trimestre sigam inalteradas.

O BBI manteve a classificação neutra para a Ambev (ABEV3), sendo negociada a 16,8 vezes o P/L (preço sobre lucro) de 2026. Às 16h10, a ação da empresa avançava 0,83%, negociada a R$ 15,79.

“Nossa impressão é que janeiro foi um mês melhor, mas a administração deliberadamente não o classificou como uma recuperação”, explicam os analistas. De acordo com o banco, o mercado de cerveja continua desafiador, após desempenho fraco no último semestre de 2025 – e sem perspectiva de melhora imediata.

A expectativa é de que os resultados da Ambev não fujam muito do que foi apresentado pela Heineken. A queda implícita no volume da Heineken ficou na faixa de um dígito médio, dentro da estimativa do BBI. Para a Ambev, o banco espera uma queda de 3,3% em relação ao ano anterior.

O balanço da Heineken também trouxe informações sobre participação de mercado no Brasil e um possível aumento da margem. Para o BBI, entretanto, o resultado “parece estranho”, já que o cenário deve se assemelhar ao da Ambev, de avanço menor em um mercado mais fraco.

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