Um dos principais quadros da ala do MDB simpática ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), o senador Renan Calheiros (AL) afirma que consegue maioria na convenção nacional caso o petista convide o partido para a chapa de reeleição. Levantamento do diretório indica que há mais núcleos estaduais contrários à aliança, mas Calheiros demonstra otimismo.
— Se houver o convite do presidente Lula, ganharemos a convenção nacional. Na última eleição, embora tivéssemos candidata (Simone Tebet), levamos 13 diretórios para apoiar Lula. Hoje, na reeleição, a correlação é, sem dúvida, mais favorável — diz.
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O ex-presidente do Senado pondera, no entanto, que a oferta do posto de vice-presidente, hoje ocupado por Geraldo Alckmin (PSB), é crucial para facilitar a vitória interna:
— Sem o convite para indicar o vice, teremos muita dificuldade no processo interno.
A possibilidade de alterar a chapa vitoriosa de 2022 foi ventilada pelo próprio Lula na semana passada, o que agitou tanto o MDB quanto o PSB, que quer a manutenção de Alckmin. Nas fileiras emedebistas, acentuaram-se as tradicionais divisões regionais do partido. Há uma clivagem nítida entre diretórios do Nordeste e do Norte, majoritariamente favoráveis à aliança, e os do Sul e Sudeste, refratários.
É por isso que, internamente, dirigentes veem a neutralidade na eleição nacional como uma saída provável. A prioridade são os palanques estaduais, disse ontem o presidente nacional do MDB, Baleia Rossi.
— Nosso foco é na montagem dos palanques estaduais, respeitando a estratégia eleitoral de cada diretório. Essa é uma característica histórica do MDB — apontou.
Os nomes cotados para ocupar a posição de vice, caso o MDB embarque no projeto de reeleição, são o governador do Pará, Helder Barbalho, e o ministro dos Transportes, Renan Filho.
Segundo um petista com assento no Planalto, Lula é fã da capacidade administrativa do filho de Renan Calheiros, que comanda uma das pastas com maior volume de entregas. Na estrutura interna do partido, entretanto, o clã Barbalho é mais poderoso, dada a superlativa votação obtida pela sigla no Pará em 2022. A quantidade de delegados que cada estado envia à convenção partidária está atrelada aos votos de legenda obtidos nas últimas eleições.
Além disso, a entrada do ministro dos Transportes na disputa pelo governo de Alagoas é considerada fundamental para impulsionar a reeleição do pai ao Senado, assim como a votação de deputados da sigla.
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