O mini-índice (WING26) encerrou a última sessão em alta de 0,22%, aos 183.380 pontos, mantendo o movimento de recuperação no curto prazo. O mini-índice acompanhou um pregão de forte oscilação, mas conseguiu encerrar em alta moderada, sustentado pela melhora do humor externo. Em Nova York, os principais índices subiram com força, com destaque para o Dow Jones acima dos 50 mil pontos, em movimento de recuperação das ações de tecnologia e melhora da confiança do consumidor nos EUA. Esse ambiente mais favorável ao risco deu suporte ao Ibovespa no fechamento e garantiu mais uma semana positiva.
No cenário doméstico, o avanço foi seletivo, com B3 (B3SA4) e Itaú (ITUB4) liderando os ganhos, enquanto Vale (VALE3) e Petrobras (PETR4) pressionaram o índice. O noticiário fiscal seguiu no radar e limitou uma performance mais consistente. Para os traders de mini-índice, a sessão foi marcada por trocas frequentes de sinal e oportunidades pontuais no intraday, com o fluxo externo comandando o ritmo e o mercado já se posicionando para a próxima semana, que traz IPCA no Brasil e CPI nos EUA.
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Análise do gráfico de 15 minutos
No gráfico de 15 minutos, observo que o WING26 encerrou a última sessão em movimento positivo, negociando acima das médias de 9 e 21 períodos, mas ainda encontrando dificuldade para superar a média de 200 períodos, situada na região de 183.735 pontos, que atua como resistência dinâmica.
Para que o mini-índice siga com o fluxo de alta, será necessária a entrada de fluxo comprador capaz de romper a região de resistência em 183.735/184.115 pontos. Caso esse movimento se confirme, o ativo tende a buscar 184.660/185.220 pontos, com alvos mais longos em 185.570/186.300 pontos.
Por outro lado, a retomada do fluxo de baixa passa pela perda da faixa de suporte em 183.120/182.615 pontos. Abaixo desse patamar, o movimento vendedor pode ganhar intensidade, projetando o índice para 182.220/181.925 pontos, com extensão até 181.355/180.835 pontos em um cenário de maior pressão.
No gráfico diário, o mini-índice também fechou em alta e segue acima das médias móveis, porém em um movimento mais lateralizado nos últimos dias. A tendência principal permanece de alta, mas sigo atento, pois a perda da região das médias pode abrir espaço para correções no curtíssimo prazo.
Para dar continuidade ao fluxo altista no diário, será necessário romper a região de resistência em 184.660/187.435 pontos, com objetivo inicial em 188.780/189.385 pontos.
Em sentido oposto, a retomada de um movimento de baixa mais consistente exigiria a perda da faixa de 180.935/179.118 pontos, o que poderia levar o mercado a buscar suportes mais profundos em 177.180/173.350 pontos. O IFR (14) encontra-se em 65,89, permanecendo em região neutra.

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WING26: Gráfico de 60 minutos
Pelo gráfico de 60 minutos, observo que o mini-índice encerrou a última sessão no positivo, negociando acima das médias de 9 e 21 períodos, o que mantém o viés levemente favorável aos compradores no curto prazo. A definição da próxima perna de movimento dependerá do comportamento do preço nas faixas técnicas mais relevantes.
Para dar sequência ao fluxo de alta, será fundamental a entrada de volume que permita superar a região das médias e de resistência em 184.225/185.570 pontos. Superada essa faixa, o ativo passa a ter potencial para buscar 187.435/188.315 pontos, com projeções adicionais em 188.780/189.710 pontos.
Em contrapartida, para retomar o fluxo de baixa, será necessária a perda da região de suporte em 183.100/181.925 pontos. Abaixo desse nível, o mini-índice pode buscar 180.935/179.115 pontos, com alvos mais longos em 179.135/176.815 pontos.

(Rodrigo Paz é analista técnico)
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