China apoia Cuba contra “interferência externa” durante visita de chanceler a Pequim

PEQUIM, 5 Fev (Reuters) – A China ‍apoia firmemente Cuba na salvaguarda ⁠da soberania e segurança nacional e “se opõe ‍à interferência injustificada de forças externas”, disse o ministro das Relações Exteriores da China ‌ao seu homólogo cubano na quinta-feira, enquanto os EUA apertam o cerco à nação insular.

Pequim manifestou seu apoio ao país socialista após o agravamento das tensões no último mês entre ‌os EUA e Cuba, em meio ‌à captura pelos EUA do líder venezuelano Nicolás Maduro, aliado de longa data de Cuba.

“Estamos dispostos a fornecer apoio e assistência da melhor maneira possível”, disse o ‌ministro das Relações Exteriores da China, Wang Yi, citando “mudanças complexas e profundas” na América ​Latina, a Bruno Rodríguez, de Cuba, de acordo com um comunicado do ministério de Wang.

O presidente dos EUA, Donald Trump, também tomou medidas para impedir que todo o petróleo chegasse a Cuba, com quem Pequim diz compartilhar “relações amigáveis especiais” como países socialistas governados por partidos comunistas.

“Embora (estejamos) em continentes diferentes, nossos corações ​sempre estiveram ⁠intimamente ligados”, ⁠disse Liu Haixing, ministro sênior do Partido Comunista Chinês, a ‌Rodríguez em uma reunião separada na quarta-feira.

A China “apoia Cuba na oposição à interferência estrangeira e ao bloqueio”, acrescentou Liu.

Nem ‍Liu nem Wang foram citados mencionando os EUA diretamente nos resumos oficiais das ​reuniões divulgados ‌por Pequim.

A visita do ministro das Relações Exteriores cubano também ‍ocorreu em meio à intensificação da rivalidade entre Washington e Pequim na América Latina, incluindo o controle de portos importantes próximos ao Canal do Panamá.

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