O presidente da Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) do Senado, Renan Calheiros (MDB-AL), afirmou que o grupo de trabalho (GT) criado para acompanhar as investigações do Master não tem o objetivo de substituir os trabalhos de uma eventual comissão de inquérito para apurar o caso. Segundo ele, mesmo se uma CPI for instalada, o grupo da CAE terá um trabalho “complementar”.
“Não vamos competir com CPI. Qualquer CPI que se instalar, nosso trabalho será complementar. … Eu mesmo assinei as solicitações de CPIs e assino quantas aparecerem”, disse o senador a jornalistas, após a instalação do grupo nesta quarta-feira, 4.
Renan Calheiros se reunirá com Galípolo hoje para tratar sobre Master
Reunião tratará sobre grupo de trabalho para acompanhar as investigações do caso
Senadores apresentam requerimentos na CAE relacionados ao caso Master
Em um dos documentos, Calheiros requer que o presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, preste informações sobre o Master
Renan afirmou que, em um primeiro momento, o foco será requisitar informações a órgãos públicos, incluindo informações sigilosas. Ele afirma que o grupo tem a possibilidade de quebrar sigilos com aval do plenário do Senado, além de convidar os envolvidos para prestar depoimentos.
Perguntado se um dos convidados seria o governador do Distrito Federal, Ibaneis Rocha, integrante do mesmo partido de Renan, o MDB, o senador respondeu: “Ainda não sabemos quem será convidado, quem será convocado, até porque esta não é uma decisão do coordenador da comissão”.
O senador voltou a questionar o motivo das entradas do dono do Master, Daniel Vorcaro, no Palácio do Planalto, mas disse que os integrantes do governo poderão esclarecer voluntariamente.
“Se o presidente da República quiser colaborar. A imprensa noticiou que levaram três vezes Vorcaro ao presidente da República. Na oportunidade dessas visitas estavam lá o presidente do Banco Central, o ministro da Fazenda, o chefe do Gabinete Civil, o líder do governo e o ex-ministro Mantega. De todos que estavam lá, na Presidência da República, só o ministro Mantega tinha legitimidade, porque era empregado do Master”.
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