O regulador britânico de proteção de dados, Information Commissioner’s Office, anunciou na terça-feira (3) que abriu uma investigação contra a rede X pela criação de imagens sexuais e deepfakes com o auxílio da Inteligência Artificial Grok.
A medida ocorre após relatos de que a IA da plataforma teria sido usada para gerar imagens sexuais sem o consentimento das pessoas e inclusive sobre menores de idades, o que caracteriza pornografia infantil.
Em comunicado oficial, o órgão britânico destacou que as preocupações dizem respeito a ausência de salvaguardas adequadas na plataforma para proteger os dados pessoais dos usuários.
No Brasil, o Ministério Público Federal, em parceria com a Agência Nacional de Proteção de Dados (ANPD) e a Secretaria Nacional do Consumidor (Senacon), recomendou medidas imediatas para barrar a produção e distribuição dos conteúdos.
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Entre as medidas estão a criação de procedimentos técnicos para identificar, revisar e remover nudes digitais presentes no X, a suspensão imediata das contas envolvidas dos conteúdos, a implementação de mecanismos de denúncia com tempo de resposta adequado e a elaboração de relatório de impacto à proteção de dados pessoais específico para as atividades de geração de conteúdo sintético.
O posicionamento dos órgãos segue a onda global de pressão contra a xAI. Desde o começo do ano, a situação gerou investigação, restrição ou suspensão do serviço em diferentes países, como Indonésia, Malásia, União Europeia, Reino Unido, França e Índia, além do Estado da Califórnia (EUA).
Nesta semana, polícia da França e a Europol fizeram buscas nos escritórios da rede social X e intimaram o empresário e CEO Elon Musk a depor. Além de Musk, as autoridades também intimaram Linda Yaccarinom, ex-CEO da empresa, a comparecer em uma audiência em 20 de abril, onde ambos devem ser questionados sobre suspeitas de abuso de algoritmos e a criação de ferramentas que possibilitam deepfakes, como o uso da Inteligência Artificial Grok.
Em julho, Musk já havia negado as acusações e taxado a operação francesa de “uma investigação criminal motivada politicamente”.
O inquérito movido pelo Ministério Público de Paris apura suposta “cumplicidade” da plataforma na disseminação de imagens pornográficas de menores, deepfakes sexualmente explícitos, negação de crimes contra humanidade e manipulação no processamento de dados.
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