O Ibovespa renovou máximas nesta terça-feira (3), apoiado principalmente por forte das ações da Vale (VALE3), que subiu 5%. O índice subiu 1,58%, a 185.674,43 pontos, chegando a 187.333,83 pontos no melhor momento do pregão.
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A forte alta, no entanto, não é vista só de forma positiva pelo mercado. Para a equipe global de derivativos do Bank of America (BofA), as ações do Brasil/América Latina estão se aproximando de níveis “tipo bolha”, semelhantes aos de temas populares como metais preciosos e ações coreanas.
Dólar fraco, alta dos metais, posicionamento baixo em commodities, geopolítica e juros menores na América Latina e no exterior são fatores-chave que explicam a valorização, de acordo com o banco estrangeiro.
Os ativos apresentaram o maior salto no Indicador de Risco de Bolha (Bubble Risk Indicator – BRI) ao longo da última semana, como é possível observar pelos gráficos abaixo.

Como explica o relatório, o Indicador de Risco de Bolha (BRI) do BofA é uma medida baseada em preços, desenvolvida para detectar dinâmicas de ativos semelhantes a bolhas.
A métrica BRI consolida os retornos, a volatilidade, o momentum e a fragilidade de um ativo em uma única leitura, em uma escala de risco de bolha de 0 a 1. Historicamente, níveis elevados dessas métricas estão associados a leituras mais altas do BRI e a um maior risco de dinâmicas de preços com características de bolha.
Na métrica, cobre, ouro e terras raras apresentariam alertas ainda mais urgentes de dinâmica de bolha, considerando o forte rali de metais preciosos. O avanço de metais é, inclusive, uma das razões que fazem fluxos para emergentes serem impulsionados, como explica o banco.
O rali brasileiro não é caso isolado na América Latina, como aponta o banco, uma vez que Peru e Colômbia sobre mais de 20% desde o início do ano em dólares. O Brasil avança 19% na moeda americana, assim como México (+13%) e Chile (+15%).
O BofA destaca também que se trata de uma extensão do rali mais amplo de mercados emergentes (EM) que começou no ano passado, apoiado por fortes entradas de fluxo para EM (US$ 40 bilhões de entradas em EM ex-China desde o começo do ano, vs +US$ 48 bilhões em 2025).
As entradas estrangeiras, embora elevadas, não são inéditas na história recente do mercado brasileiro. O BofA aponta que, em 2026, o fluxo estava ainda em R$ 22 bilhões, em 30 de janeiro (na data da publicação do relatório), enquanto em 2025, no mesmo período, as entradas ficaram em R$ 25 bilhões. No fechamento do mês, no entanto, a cifra deste ano superou o observado no ano passado, com mais de R$ 26 bilhões.
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