Ouro Preto diversifica gestão com fundo multimercados de ETFs

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Após 15 anos focada na gestão de fundos de investimento em direitos creditórios (FIDCs), a  Ouro Preto Investimentos está ampliando sua atuação para multimercados com uma proposta diferente: a carteira investirá apenas em fundos com cotas negociadas em bolsa, os Exchange Traded Funds, ou ETFs.

A ideia é usar os 100 ETFs listados na bolsa brasileira, 28 dos quais de ações estrangeiras, para buscar oportunidades de ganho, explica Fábio Murad, economista e presidente da Super-ETF Educação, que participará da gestão do fundo batizado de ETF Pioneer Selection Ouro Preto Multimercado.

“Nos Estados Unidos, 30% do patrimônio do setor de fundos são ETFs e no Brasil, só 1%, então queremos aproveitar essa janela de oportunidade de crescimento para montar o primeiro fundo dedicado exclusivamente a uma seleção e gestão ativa de ETFs”, afirma Murad.

Além disso, o fundo poderá investir nos cerca de 300 BDRs (recibos de cotas) de ETFs internacionais também negociados na bolsa brasileira. “Isso cria muitas possibilidades de atuação em diversos segmentos, setores, países, temas”, diz. Segundo ele, não haverá um foco específico, de região, setor ou tipo de ativo, com flexibilidade de alocação tática e estratégica.

A proposta é não trabalhar com projeções de longo prazo rígidas, mas sempre com uma leitura macro casada com análise de tendência e buscando oportunidades, para ter flexibilidade para mudar as estratégias rapidamente no caso de alterações de cenário usando os ETFs.

Como cada cota de ETF pode representar uma carteira inteira de ativos, como ações de determinado setor, matérias-primas, moedas ou países, fica mais fácil e rápido para o gestor entrar ou sair de determinada aplicação.   

O fundo terá uma equipe de 14 pessoas e a consultoria de Murad para analisar os mercados e buscar oportunidades em ETFs, afirma Leandro Turaça, sócio-gestor da Ouro Preto. “O fundo vai buscar tendências. Se a bolsa vai mal e o ouro sobe, você pode ter um ETF de ouro ou outros ativos, como commodities, criptos ou índices mais amplos de ações, e de maneira muito mais eficiente”, diz.

Turaça diz que os ETFs caíram no gosto dos americanos e o mesmo deve acontecer no Brasil. “E nossa proposta é oferecer a gestão profissional desses ETFs, vamos ter equipe para saber o momento certo para comprar e vender determinado ativo, país ou mercado”, afirma.

Turaça diz que a gestora está há seis meses trabalhando na montagem do fundo e acredita que outras casas devem seguir a proposta. “Temos muitos fundos que já usam ETFs em sua gestão, mas não são focados somente nesse segmento”, diz. A ambição é ter uma carteira de multimercados tradicional, com várias estratégias, e um horizonte de avaliação de 12 meses para conferir os resultados.

O alvo são investidores de varejo, com a aplicação inicial de R$ 1 mil e liquidez em três dias. O fundo não terá incidência de come-cotas, o imposto semestral que incide sobre fundos de renda fixa, e a tributação será de 15%, a mesma de quem compra diretamente um ETF na bolsa. A abertura do fundo para aplicações deve ser em 2 de janeiro. “Queremos começar no ano certinho, no primeiro dia útil do ano”, diz.

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