Os tradicionais blocos de Lego acabaram de ganhar um equivalente em moldes mais modernos. Agora, crianças poderão brincar com “tijolos” mais tecnológicos, envolvendo sensores, acelerômetros, luz, som e alto-falante. Brinquedos inspirados nas propriedades intelectuais da saga Star Wars serão os primeiros equipados com a novidade.
Batizada “Lego Smart Play”, a nova plataforma apresenta mais de vinte inovações patenteadas pela marca dinamarquesa de brinquedos. No centro da aposta está o “Lego Smart Brick”, peça alimentada por um chip personalizado menor do que um bloco padrão do brinquedo.
Um dos conjuntos escolhidos para lançar a nova tecnologia é uma cena de Star Wars em que um caça espacial A-Wing e uma torre de canhão para defender a Sala do Trono do Imperador Palpatine, mentor do icônico vilão Darth Vader. Equipada com a nova tecnologia, a A-Wing ronca o motor quando aproximada de sensores, é possível ainda ouvir o zunido dos sabres-de-luz de Darth Vader e Luke Skywalker e até a clássica “Marcha Imperial”, tema sonoro dos vilões na franquia original de cinema.
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Por trás de toda essa inovação está um movimento mais importante: a introdução de tecnologia nos tradicionais blocos plásticos da Lego busca seguir atraindo novas gerações com cada vez mais alternativas de entretenimento.
“Há mais de 90 anos, o Grupo Lego inspira a imaginação e a criatividade de crianças em todo o mundo. À medida que o mundo evolui, nós também evoluímos — inovando para atender às necessidades de brincadeira de cada nova geração”, disse a diretora de produto e marketing do Grupo Lego, Julia Goldin.
Apesar da adição de novos estímulos às peças, como sons e luzes, a Lego ainda se apega em um importante ativo de seus produtos: o apelo de brincar longe das telas. O vice-presidente sênior e chefe de laboratório de brincadeiras criativas do Grupo Lego, Tom Donaldson, tratou o lançamento do Lego Smart Play como uma união de criatividade, tecnologia e narrativa para tornar histórias mais envolventes. “Tudo isso sem telas.”
Em uma entrevista publicada pelo The Guardian em agosto, no mesmo dia em que a Lego divulgou resultados semestrais de crescimento de 12% na receita, o CEO da empresa, Niels B Christiansen, atribuiu a melhora nos números ao desejo dos pais por manter seus filhos longe dos smartphones.
“Nós nos vemos como concorrentes pela atenção das crianças. O mais importante é proporcionar experiências relevantes e empolgantes, e isso pode mantê-las longe dos smartphones”, disse Christianses. Por outro lado, a companhia triplicou, de 2022 a 2025, o número de engenheiros de software e tem mirado jogos digitais para atrair o público adolescente.
Em abril, a companhia inaugurou uma fábrica de última geração de 120 mil metros quadrados no Vietnã para sustentar o crescimento a longo prazo na região ásia-pácifico. A companhia ainda está investindo mais de US$ 1,5 bilhões em uma planta e um centro de distribuição nos Estados Unidos.
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